O peração da Polícia Federal apreende recursos vinculados a desvios eleitorais
A Polícia Federal deflagrou, em 24 de abril, a O peração Combustão para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral irregular nas eleições de 2022 no Amazonas. A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão e resultou no bloqueio de bens e valores superiores a R$ 17 milhões, conforme determinação da Justiça Eleitoral.
Segundo a investigação, o suposto esquema envolvia recursos de contratos firmados pela Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam). A PF apura a circulação desses valores entre pessoas físicas e jurídicas ligadas aos fatos investigados. Até a publicação desta reportagem, não há informação oficial indicando relação entre as duas investigações, uma realizada em abril e outra em setembro.
A Aadesam, citada na nova investigação, também foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 3 de setembro. Na ocasião, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no âmbito de um inquérito que apura o suposto uso da estrutura do Governo do Amazonas em benefício eleitoral nas eleições de 2026. O relatório da PF apontou indícios de que a agência teve conhecimento prévio da decisão judicial antes da chegada dos agentes, além do registro de um computador utilizado pelo setor de Recursos Humanos como "corrompido" durante a operação.
O equipamento foi apreendido para perícia, e funcionários informaram já terem acesso à decisão judicial por meio de notificações do sistema processual, com parte da documentação solicitada separada antes do início das buscas. Um notebook localizado na antessala da Presidência da Aadesam também foi apreendido após servidores informarem que não havia outros equipamentos no local. O Governo do Amazonas afirmou que a Aadesam prestava esclarecimentos e mantinha postura colaborativa com a Justiça.



