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Nasa encerra operações do telescópio espacial Swift após 22 anos; nave vai reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 50 min
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Nasa encerra operações do telescópio espacial Swift após 22 anos; nave vai reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas
Fatos Rápidos da Notícia
  • Após 22 anos em órbita, o telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da Nasa, encerrou sua missão e deverá reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas.
  • O observatório realizou sua última observação científica em 20 de outubro, quando já estava a aproximadamente 275 quilômetros de altitude e o aumento do arrasto atmosférico dificultava a manutenção de sua orientação.
Resumo Editorial

Após 22 anos em órbita, o telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da Nasa, encerrou sua missão e deverá reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas.

Após 22 anos em órbita, o telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da Nasa, encerrou sua missão e deverá reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas.

O observatório realizou sua última observação científica em 20 de outubro, quando já estava a aproximadamente 275 quilômetros de altitude e o aumento do arrasto atmosférico dificultava a manutenção de sua orientação.

Até o momento, a Nasa não informou data, horário ou local exatos para a reentrada e não existe previsão indicando que destroços cairão no Brasil. Entretanto, como o Swift percorre uma órbita inclinada aproximadamente 20,6° em relação ao equador, parte do território brasileiro encontra-se dentro da faixa de latitudes sobrevoada pelo telescópio. Isso significa que uma reentrada sobre o Brasil é fisicamente possível, mas não que esteja prevista.

A incerteza ocorre porque pequenas mudanças na densidade da atmosfera, na atividade solar e no comportamento da espaçonave podem alterar o instante e o local da reentrada.

Conforme o Swift perder mais altitude, as previsões deverão se tornar progressivamente mais precisas. Durante a entrada na atmosfera, grande parte de sua estrutura deverá ser destruída pelo intenso aquecimento, embora componentes mais resistentes possam eventualmente alcançar a superfície.

Observatório Swift

Lançado em novembro de 2004 para uma missão inicialmente planejada para dois anos, o Swift permaneceu em operação por quase 22 anos e observou mais de 2 mil explosões de raios gama, além de supernovas, buracos negros, asteroides e cometas.

*Sob supervisão de André Rigue

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