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Pará

Exploração madeireira no Pará atinge maior área em cinco anos, com 19 mil hectares ilegais

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 05:43
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Exploração madeireira no Pará atinge maior área em cinco anos, com 19 mil hectares ilegais
Fatos Rápidos da Notícia
  • Pará registrou 60.664 hectares de exploração madeireira entre agosto de 2024 e julho de 2025, maior área em cinco anos
  • 19.126 hectares (32%) foram explorados ilegalmente; 41.538 hectares (68%) estavam autorizados
  • Ipixuna do Pará liderou exploração ilegal com 2.380 hectares; Rondon do Pará e Moju completam os três primeiros
Resumo Editorial

Dados da Rede Simex mostram que o estado somou mais de 60 mil hectares explorados entre agosto de 2024 e julho de 2025, sendo quase um terço sem autorização, com Ipixuna do Pará liderando os registros ilegais.

O Pará registrou 60.664 hectares de exploração madeireira entre agosto de 2024 e julho de 2025, a maior área dos últimos cinco anos. Desse total, 19.126 hectares, equivalente a 32%, foram explorados ilegalmente, enquanto 41.538 hectares, ou 68%, estavam em áreas autorizadas, segundo levantamento da Rede Simex, formada pelos institutos Imazon, ICV e Imaflora.

A área total cresceu aproximadamente 40% em relação ao período anterior, impulsionada principalmente pela atividade autorizada, que avançou mais de 83%. Já a exploração ilegal apresentou redução de cerca de 6%, passando de 20.402 para 19.126 hectares, o segundo menor resultado da série histórica do levantamento.

Ipixuna do Pará concentrou a maior área de exploração ilegal no estado, com 2.380 hectares. Em seguida aparecem Rondon do Pará, com 2.371 hectares, e Moju, com 2.304 hectares. Juntos, os três municípios somam 7.055 hectares, cerca de 37% de toda a exploração sem autorização identificada no Pará.

Nas terras indígenas do Pará, o monitoramento identificou 424 hectares de exploração madeireira ilegal no período, correspondendo a aproximadamente 2% da área explorada sem autorização no estado. Toda a exploração ilegal detectada em territórios indígenas ficou concentrada na Terra Indígena Amanayé, que aparece pela quinta vez consecutiva nos boletins da Rede Simex.

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