A FIFA arrecadou US$ 5 bilhões, equivalente a cerca de R$ 28 bilhões, com a venda de ingressos e pacotes de hospitalidade para a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. O valor, revelado pelo jornal britânico The Times, representa um recorde histórico para a competição.
O montante supera em mais de cinco vezes os aproximadamente US$ 940 milhões arrecadados na edição de 2022, no Catar. Em comparação, a Rússia, em 2018, gerou US$ 689 milhões, enquanto o Brasil, em 2014, faturou US$ 527 milhões com bilheteria.
Um dos fatores apontados para o crescimento foi a adoção do modelo de precificação dinâmica, que permite alterar os valores dos ingressos de acordo com a procura. A estratégia já é utilizada em grandes eventos musicais e ligas esportivas dos Estados Unidos, como NFL e NBA.
A precificação dinâmica utiliza algoritmos para acompanhar a procura por cada partida e ajustar os preços ao longo do período de vendas. Confrontos com maior interesse do público, especialmente jogos de seleções populares e decisões de mata-mata, podem apresentar aumentos expressivos nos valores em pouco tempo.
A FIFA defendeu o modelo como uma ferramenta para combater o mercado ilegal de ingressos. Com a possibilidade de ajustar os valores e controlar a comercialização, a entidade busca reter parte da receita que poderia acabar nas mãos de cambistas e revendedores do mercado paralelo.
O resultado financeiro foi impulsionado também pelo tamanho da competição. A edição de 2026 foi a primeira com 48 seleções e 104 partidas, ampliando consideravelmente a oferta de ingressos em comparação aos 64 jogos dos Mundiais anteriores.
Ao longo das 104 partidas, a Copa registrou 6.810.966 espectadores, com taxa média de ocupação de 99,73%, estabelecendo outro recorde histórico. Mesmo com críticas de torcedores aos preços elevados, especialmente nas categorias mais acessíveis, a procura permaneceu alta.
O Estádio Azteca, na Cidade do México, registrou a maior média de público do torneio, com aproximadamente 80,8 mil torcedores por partida. A arena recebeu cinco jogos e operou com capacidade máxima em todos eles.
Já a decisão no MetLife Stadium, em Nova Jersey, contou com 80.663 espectadores nas arquibancadas. Além da comercialização convencional, os pacotes de hospitalidade tiveram participação importante no resultado financeiro.



