O renomado narrador esportivo Galvão Bueno, que assumiu a responsabilidade de transmitir as partidas do Brasil na Copa do Mundo de 2026 pelo SBT, revelou os desafios físicos e logísticos enfrentados após submeter-se à cirurgia para correção de hérnia de disco na coluna, realizada em 23 de maio, pouco mais de duas semanas antes do início do torneio.
Desafios Físicos e Logísticos na Preparação para a Copa do Mundo
Segundo o registro apurado junto à produção do SBT e ao próprio narrador, a cirurgia, que durou cinco horas e meia e envolveu a inserção de oito parafusos e duas placas metálicas na estrutura vertebral, obrigou Bueno a adiar sua presença no evento principal, apesar de ter inicialmente previsto retornar às atividades após o Mundial.
O narrador, ao ser entrevistado por Danilo Gentili em programa televisivo, descreveu as dificuldades na mobilidade durante sua estadia em Nova York, onde precisou ser transportado em cadeira de rodas no aeroporto em 8 de junho, dois dias após o término da cirurgia, e destacou a exigência de acesso a posições elevadas em estádios adaptados para o futebol americano, com 58 degraus entre os níveis de narração, o que comprometeu sua capacidade operacional.
Cinco horas e meia de cirurgia resultaram na inserção de oito parafusos e duas placas metálicas na coluna vertebral.
Repercussões Técnicas e Críticas à O rganização do Evento
O próprio Galvão Bueno criticou duramente a logística da competição, afirmando que as transmissões da Copa de 1994 superavam em qualidade as atualmente exibidas pelo SBT, além de apontar que a adaptação dos estádios — convertidos de configuração para futebol americano — gerou obstáculos estruturais incompatíveis com as exigências do ofício.
Diante da evidente sobrecarga física e das críticas ao modelo organizacional adotado pela FIFA e aos parceiros locais, o narrador enfatizou que sua postura busca assegurar padrões mínimos de segurança e conforto para profissionais de comunicação esportiva.



