A operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Campinas foi deflagrada nesta sexta-feira (6) e resultou na prisão de sete investigados por agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Segundo o Ministério Público, ao menos 18 imóveis foram tomados de vítimas em São Paulo por meio de um esquema estruturado para permitir que a organização criminosa ficasse com as propriedades dos devedores.
A investigação aponta que o grupo captava pessoas em dificuldade financeira e oferecia empréstimos formalizados por escrituras públicas de confissão de dívida com alienação fiduciária. Embora os contratos registrassem taxas oficiais, como 1% ao mês, as negociações reais envolviam juros superiores, e os valores pagos pelos devedores nem sempre eram abatidos do saldo da dívida, permitindo novas cobranças e a execução dos imóveis.
Um escrevente de cartório de notas foi preso durante a ação e é apontado pelo MP como responsável por participar da formalização das operações em cartório. Ele era indicado às vítimas para conduzir os procedimentos relacionados às escrituras públicas que davam forma aos empréstimos e às garantias imobiliárias.



