Em uma ofensiva coordenada pelo Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil, a O peração Vectura Corrupta resultou na entrega do ex-vereador Milton Leite à autoridade policial em Mogi das Cruzes, após tentativa frustrada de prisão em Sorocaba, onde foram apreendidos recursos superiores a R$ 376 mil, incluindo US$ 89 mil.
Contexto Institucional e Apuração da O peração
A investigação, deflagrada em fevereiro de 2024 sob coordenação do MP de São Paulo, apura um esquema estrutural de lavagem de dinheiro envolvendo pelo menos 12 das 22 concessionárias de transporte coletivo de São Paulo sob influência do Primeiro Comando da Capital (PCC), com indícios de participação direta de políticos locais.
Milton Leite, identificado como 'responsável direto' pelas operações e 'dono de fato' da Transwolff, negou as acusações ao se entregar à Polícia Civil após não localização durante cumprimento de mandado de prisão, afirmando que provará sua inocência no âmbito do inquérito que analisa sua suposta atuação na negociação de valores ilícitos com o PCC.
O ex-vereador Milton Leite afirmou que 'negou veementemente todas as acusações' e que dispõe de meios jurídicos para comprovar sua inocência no inquérito sobre lavagem de dinheiro no transporte público.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuros
A defesa técnica de Leite, por meio de seus advogados, reiterou a inexistência de crime e destacou que a colaboração com as autoridades busca a transparência do processo, enquanto o Ministério Público mantém posição firme na existência de indícios concretos extraídos de interceptações e oitivas que vinculam o ex-parlamentar à estrutura operacional do PCC.
Espera-se que o desfecho do caso, previsto para os próximos meses, reforce os mecanismos de controle sobre concessões públicas estaduais e impeça a continuidade de práticas corruptas relacionadas à gestão de serviços essenciais como o transporte coletivo.



