Na eleição de 4 de outubro de 2023, a deputada distrital Dayse Amarílio (PSB) garantiu sua reeleição para o mandato 2027-2030 na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), obtendo 15.440 votos, enquanto a bancada da nova legislatura será composta em 70,8% por parlamentares reeleitos, evidenciando a estabilidade institucional e o predomínio de candidaturas consolidadas no cenário político local.
Contexto Institucional e Histórico da Deputada e da CLDF
A reeleição de Dayse Amarílio, que assumiu pela primeira vez a presidência da Comissão de Saúde da CLDF e atua como procuradora especial da Mulher, reforça sua trajetória técnica e representativa, marcada pela formação na Universidade de Brasília, experiência prévia como presidente do Sindicato dos Enfermeiros e atuação como enfermeira da Secretaria de Saúde do DF, com 56 projetos transformados em leis, predominantemente voltados para saúde pública, educação básica e direitos do público feminino.
Seu segundo mandato ocorrerá em um cenário de renovação democrática, no qual 17 dos 24 eleitos são parlamentares com mandato anterior, consolidando uma CLDF dominada por candidatos reeleitos — 70% das cadeiras — enquanto apenas três tentaram renovações e não ultrapassaram o threshold eleitoral, sinalizando preferência por continuidade nos discursos de governança e representação social.
Dayse Amarílio conquistou 15.440 votos, tornando-se a deputada mais votada entre as mulheres eleitas na CLDF neste ciclo.
Repercussão Política e Desafios Futuros
A bancada reeleita, predominantemente de centro e direita segundo análises setoriais, deve priorizar pautas de gestão fiscal, segurança pública e continuidade das políticas de saúde que Amarílio tem articulado na comissão que preside, com especial atenção aos desafios do Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal.
Apesar do PSOL ter alcançado expressivos números em outras frentes legislativas distritais, sua representação na CLDF permanece limitada a três membros — Keka Bagno, Múcio e Victor Jansen — o que restringe sua influência nas comissões-chave e demanda estratégias de articulação para ampliar impacto nas votações futuras.



