Preso e réu pelo feminicídio da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto acumula histórico disciplinar irregular e confronta investigação que pode culminar em demissão da PM e extinção da patente, conforme documento da Corregedoria anexado ao processo criminal que apura sua responsabilidade pela morte da colega, ocorrida em 18 de fevereiro no centro paulistano.
Contexto Disciplinar e Histórico das Transgressões
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, à época major e coordenador operacional do 48º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano (48º BPM/M), registra nove transgressões disciplinares acumuladas entre 2000 e 2024, sendo duas classificadas como graves e sete como médias, segundo ficha técnica da Corregedoria da PM anexada ao processo penal que apura o feminicídio de Gisele Alves Santana, ocorrido em 18 de fevereiro no apartamento do casal no centro de São Paulo.
A análise detalhada dos registros revelou que o primeiro ato punitivo data de outubro de 2000, quando Geraldo recebeu um dia de detenção por conduta inconveniente diante de superior hierárquico, enquanto a última anotação, de novembro de 2024, aponta ausência injustificada em atividade operacional e falsidade declarativa durante sindicância, fato apurado pela própria Corregedoria e que culminou em sanção disciplinar mínima, consistente em permanência na unidade sem afastamento do serviço.
Geraldo Leite Rosa Neto acumula nove transgressões disciplinares ao longo de 24 anos, com destaque para uma conduta grave em novembro de 2024 que ensejou apenas um dia de permanência disciplinar.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
O Conselho de Justificação instaurado em 31 de março pelo secretário da Segurança Pública, O svaldo Nico Gonçalves, encontra-se em fase decisória para avaliar a permanência do oficial na PM e a possibilidade de perda da patente, medida que se alia à ação penal por feminicídio e fraude processual já em curso no âmbito da Justiça comum.
Especialistas apontam que a confluência entre o histórico disciplinar irregular e a gravidade do crime pode gerar pressão institucional para aplicar máxima sanção administrativa, independentemente do desfecho judicial definitivo, enquanto o Ministério Público aguarda decisão sobre denúncia formal que pode consolidar a responsabilidade direta do coronel no disparo fatal.
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