A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou, em 25 de setembro, que o Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou queda de 1,4 ponto no trimestre, situando-se em 90,5 pontos, marcando o segundo recuo consecutivo em três meses e reforçando um cenário de cautela setorial.
Contexto Institucional e Evolução do Indicador
A análise trimestral revela que o ICST, que mede a percepção dos agentes da construção sobre as condições atuais e perspectivas futuras do setor, recuou 0,4 ponto em média móvel para 91,6 pontos, enquanto a versão mensal, mais volátil, atingiu 90,5 pontos em setembro — um declive de 1,4 ponto em relação ao mês anterior e o maior recuo percentual desde fevereiro.
O indicador consolida uma tendência de desaceleração iniciada em junho, com a Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, Ana Maria Castelo, destacando que 'o cenário captado na pesquisa de setembro é de cautela e pessimismo moderado', refletindo a redução da demanda efetiva e a hesitação na contratação de mão de obra.
O Índice de Confiança da Construção fechou setembro em 90,5 pontos, seu menor nível desde fevereiro, com queda acumulada de 1,4 ponto no mês.
Repercussão Técnica e Implicações Setoriais
O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) recuou 0,7 ponto percentual para 78,1%, indicando menor ocupação das fábricas e canteiros de obras; os NUCIs de Mão de O bra (79,8%) e Máquinas e Equipamentos (72,8%) também registraram retrações de 0,5 e 0,1 ponto respectivamente.
Especialistas apontam que a queda do IE-CST — 1,6 ponto para 90,5 pontos — sinaliza expectativa reduzida de crescimento futuro da demanda habitacional e pública, o que deve impactar investimentos de médio prazo no setor.



