Na manhã de quinta-feira (3/9), o novo governo sírio, composto por ex-membros do Hayat Tahrir al-Sham (HTS), deu início à destruição sistemática de munições e materiais químicos localizados em território nacional, sob supervisão técnica da O rganização para a Proibição de Armas Químicas (O PAQ), conforme confirmado pelo representante permanente da Síria perante a O NU, Ibrahim O labi, durante sessão no Conselho de Segurança.
Contexto Histórico e Apuração O ficial da Desmanchego Químico
A destruição das armas químicas representa o primeiro ato desse tipo na Síria desde 2014, quando uma parte significativa do arsenal foi neutralizada sob monitoramento internacional após acusações de uso por Bashar al-Assad contra civis e opositores entre 2017 e 2018, conforme documentado por relatórios da O PAQ e investigações conduzidas por órgãos da O NU; o novo governo, que assumiu o poder após a queda de Assad em dezembro de 2024, identificou os resíduos em maio deste ano durante inspeções coordenadas com autoridades locais e representantes da O PAQ.
A localização dos materiais ocorreu enquanto o ex-presidente ainda detinha o cargo, levantando questionamentos sobre a responsabilidade legal e a necessidade de desmonte imediato para evitar reutilização ou contaminação ambiental, além de atender a exigências do tratado químico proibido pela O NU.
A destruição efetiva das armas químicas ocorre 5 anos após o último registro documentado de uso não autorizado dessas substâncias na Síria, segundo relatos da O PAQ.



