Na manhã de domingo, 4 de outubro, a aposentada Maria das Graças Pereira, 73 anos, em tratamento oncológico para câncer pancreático, exerceu seu direito de voto no Distrito Federal após solicitar e obter autorização médica para deixar o hospital, acompanhada pelo genro Marcelo Morlotti, gerente de projetos de 46 anos.
Contexto Pessoal, Saúde e Justificativa para o Comparecimento à Urna
A eleitora, que se encontrava internada em regime de quimioterapia no Hospital de Base, formalizou pedido à equipe médica para autorizar sua saída do centro hospitalar com vistas ao comparecimento ao local de votação da sua zona eleitoral, fato que demandou negociação direta com os profissionais responsáveis por seu tratamento e revelou o grau de urgência e compromisso cívico manifestado por sua parte.
A solicitação foi deferida após avaliação clínica que constatou estabilidade relativa do quadro da paciente, permitindo-lhe deslocamento supervisionado até a mesa de votação, onde exerceu seu direito cidadão com a presença do genro, que ainda não havia depositado o voto, mas se comprometeu a fazê-lo imediatamente após o término da jornada da sogra.
A aposentada Maria das Graças Pereira votou às 10h20 no Distrito Federal, garantindo seu direito de participação nas eleições apesar do tratamento contra câncer pancreático.
Repercussão Institucional e Compromisso Cívico em Tempos de Crise
A direção do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) destacou que o caso foi devidamente registrado nos sistemas de acompanhamento da entidade e que não houve impedimento legal à votação da cidadã, reforçando a amplitude da garantia constitucional prevista no artigo 25 da Constituição Federal.
O gesto da eleitora foi celebrado por autoridades como expressão viva da cidadania ativa e do dever social de cobrar políticas públicas eficazes, especialmente em um contexto em que pacientes em tratamento intensivo enfrentam barreiras significativas para o acesso ao processo eleitoral.


