O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (23/10), durante o debate da TV Globo, que o dinheiro do SUS é mal aplicado e que falta dipirona na rede pública. O desabastecimento do medicamento, porém, também foi registrado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL).
Em julho de 2022, um levantamento da Confederação Nacional de Saúde em 106 hospitais, clínicas e serviços de saúde de 13 estados e do Distrito Federal apontou falta de dipirona injetável em 62,9% dos estabelecimentos e de soro em 87,6%. Na mesma época, a Confederação Nacional de Municípios informou que 80,4% das prefeituras estavam sem remédios fornecidos pelo governo. O então ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu ao Senado dificuldades com o insumo da dipirona.
Em julho de 2022, um levantamento da Confederação Nacional de Saúde em 106 hospitais, clínicas e serviços de saúde de 13 estados e do Distrito Federal apontou falta de dipirona injetável em 62,9% dos estabelecimentos e de soro em 87,6%. Na mesma época, a Confederação Nacional de Municípios informou que 80,4% das prefeituras estavam sem remédios fornecidos pelo governo. O então ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu ao Senado dificuldades com o insumo da dipirona.
O Conselho Federal de Farmácia atribuiu a crise a uma combinação de fatores, como a indústria ter priorizado medicamentos de maior demanda durante a pandemia e surtos de doenças respiratórias. Para enfrentar o problema, o Ministério da Saúde liberou reajustes de preços de remédios com risco de falta e reduziu o imposto de importação de insumos, entre eles os da dipirona.
No mesmo ano, o governo Bolsonaro enviou ao Congresso o projeto de Orçamento de 2023 com corte de 59% na parte gratuita do Farmácia Popular, que distribui remédios para hipertensão, diabetes e asma a mais de 21 milhões de pessoas. A verba cairia de R$ 2,04 bilhões para R$ 842 milhões, e a modalidade de copagamento também perderia cerca de 60% dos recursos. Segundo o especialista em orçamento da saúde Bruno Moretti, a redução abria espaço para as emendas de relator, base do chamado orçamento secreto, que cresceram 22% na área da saúde.
O debate, ainda em andamento, é o último entre os candidatos antes do segundo turno, marcado para domingo (25).
