Em pronunciamento transmitido no dia 21 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou a solicitação formal à Polícia Federal para abertura de investigação sobre a suposta lavagem de dinheiro e fraude na aquisição da ilha localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), cujo valor declarado é de R$ 10 milhões, fato que envolve o jogador Richarlison, o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, numa ação que se insere no âmbito de uma investigação em curso.
Contexto Institucional e Procedimentos Apurativos
A Polícia Federal já encontrava em andamento um inquérito que investiga o advogado Willer Tomaz sob suspeitas de participação em esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas a benefícios previdenciários do INSS, conforme consta nos autos da operação; a inclusão do caso da ilha, objeto de disputa entre Richarlison e o grupo empresarial vinculado ao senador Flávio Bolsonaro, foi decidida após pedido formal do presidente Lula, que destacou o pagamento de R$ 10 milhões realizado pelo atleta e alegou ter havido prejuízo decorrente de atos ilícitos.
Nos registros judiciais anteriores, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o jogador Richarlison enfrentou decisões que afastaram sua pretensão sobre a posse do imóvel, tendo renunciado à ação em 2025, enquanto o advogado Willer Tomaz sustenta que a transação foi formalmente conduzida por sua empresa através de escritura pública, registro cartorial e documentação expedida pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), defendendo a regularidade da operação.
O presidente Lula afirmou que foram "tirados do pai do bebê" R$ 10 milhões para compra da ilha, valor que motivou pedido de apuração da PF.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuros
A Procuradoria-Geral da República e o Ministério Público Federal ainda não se manifestaram oficialmente sobre a extensão da investigação, mas o Grupo Derrubando Muros já protocolou representação solicitando apuração sobre possível advocacia administrativa praticada pelo senador Flávio Bolsonaro na negociação do imóvel, sob suspeita de conduta ilícita no âmbito de processos públicos.
Especialistas em direito administrativo apontam que, se comprovada a prática de grilagem ou uso de terceiros para aquisição irregular de bens públicos, o caso pode gerar responsabilização civil e criminal, além de trancar o registro da propriedade em favor da União.



