Em 4 de setembro de 2023, a Embaixada dos Estados Unidos em Cuba emitiu um alerta oficial aos residentes e viajantes destacando o agravamento dos casos de diarreia no país, diretamente vinculado à degradação das infraestruturas de abastecimento de água e energia elétrica, agravadas pelas sanções econômicas dos Estados Unidos que limitam o acesso ao petróleo venezuelano.
Contexto Institucional e Histórico da Crise Sanitária
A notificação da missão diplomática norte-americana, divulgada em comunicado formal, identificou o aumento significativo de doenças gastrointestinais causadas por patógenos como E. Coli, norovírus, Shigella e outras cepas bacterianas, em decorrência do colapso das redes de distribuição hídrica e do fornecimento intermitente de energia elétrica, que comprometem o tratamento adequado de alimentos e a refrigeração necessária para a conservação de insumos médicos e alimentares.
O quadro sanitário refletiu-se em uma crise sistêmica mais ampla, já que os prolongados apagões, intensificados desde a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA em 2020 — que interrompeu o fluxo de combustível para Cuba —, vêm sobrecarregando hospitais públicos com a ausência de energia para refrigeração, bombas de água e equipamentos médicos críticos, enquanto o fornecimento irregular de água potável aumenta exponencialmente os riscos de contaminação fecal.
O surto de doenças gastrointestinais atingiu níveis críticos em setembro de 2023, com mais de 15.000 casos registrados em todo o território cubano, segundo relatório da O MS.



