Giovanni Queiroz, presidente estadual do PDT no Pará, figure na publicação digital do candidato Chicão (MDB) pedindo votos para Helder, Hana e o próprio Chicão, configurando uma ruptura ostensiva com a orientação partidária que o nomeou para apoiar Celso Sabino como pré-candidato ao Senado em maio de 2024.
Conflito de Lealdade e Regras Internas do PDT
A apuração revelou que o pedido de voto para Chicão, divulgado em conteúdo digital oficial do candidato do MDB, contrasta diretamente com a manifestação anterior de Queiroz no encontro estadual do PDT em Belém, realizado em maio de 2024 na presença do presidente nacional Carlos Lupi, quando o dirigente defendeu publicamente Sabino como nome do partido para a disputa ao Senado.
O episódio expõe uma tensão institucional decorrente da obrigatoriedade prevista no artigo 8º do Estatuto do PDT, que impõe aos filiados o dever de defender resoluções, acordos e orientações emanadas dos órgãos partidários, ao mesmo tempo em que exige apoio e promoção dos candidatos oficializados pela legenda para cargos eletivos.
A divergência entre o apoio público a Celso Sabino e o pedido de votos para Chicão evidencia uma crise de coerência na fidelidade partidária do presidente estadual do PDT no Pará.
Repercussão Jurídica e Estratégica nas Alianças Políticas
A directiona do partido ainda não se manifestou formalmente sobre a postura de Queiroz, mantendo silêncio institucional que intensifica a ambiguidade quanto à validade da iniciativa individual do dirigente estadual.
Especialistas em direito eleitoral apontam que a eventual caracterização de infração estatutária dependerá da comprovação de dolo ou má-fé por parte do agente público, sem prejuízo da possibilidade de sanções internas como suspensão ou advertência disciplinar.



