Na noite de sábado, 3 de novembro, um desentendimento durante um atropelamento na avenida 23 de Maio, no centro de São Paulo, resultou na morte do empresário Carlos Boulos, tio do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL-SP), após ser atingido por um veículo conduzido por Amilton, que foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio doloso.
Contexto Institucional e Procedimentos Investigativos
A Polícia Civil de São Paulo formalizou o indiciamento por homicídio doloso do motorista Amilton, 34 anos, após apuração rigorosa que confirmou a intencionalidade do ato praticado na noite de 3 de novembro na avenida 23 de Maio, região central da capital paulista, onde uma briga de trânsito entre o condutor da caminhonete Hilux preta – Carlos Boulos – e o motorista do Fiat Palio resultou em fatalidade. Segundo laudo pericial preliminar divulgado pela Divisão de Homicídios e Contravenções da corporação, o veículo avançou em direção à vítima após discussão inicial originada por colisão traseira, com imagens capturadas por testemunhas sendo submetidas à análise forense para comprovação das dinâmicas do incidente. Carlos Boulos encontrava-se internado no Hospital das Clínicas desde o início da madrugada do sábado e morreu na manhã desta terça-feira (6), três dias após o trauma craniano severo diagnosticado como morte encefálica, condição irreversible atestada pelo Hospital das Clínicas e confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde.
Antecedentes revelam que Carlos Boulos era figura conhecida no cenário político paulistano e familiar do ministro Guilherme Boulos, tendo mantido histórico de envolvimento em atividades empresariais; já o motorista Amilton, segundo a defesa encabeçada pelos advogados Natan Tolintino e Ana Paula Caliman, alega que seu conduto foi motivado pela necessidade de proteção à esposa e ao filho durante manobra evasiva em plena via expressa.
Carlos Boulos morreu três dias após o atropelamento na avenida 23 de Maio, com morte encefálica diagnosticada no Hospital das Clínicas.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuramente
A denúncia formalizada pelo 5º Distrito Policial (Aclimação) encaminha o caso ao Poder Judiciário com requisição de prisão preventiva ou arbitramento de fiança cautelar, enquanto o Ministério Público deve apresentar denúncia formal nos próximos dias; a Defensoria Pública já requisitou acesso ao laudo pericial e às imagens captadas por testemunhas para embasar a estratégia de defesa que contesta a versão incriminatória apresentada pela acusação. A SSP-SP reforçou que o inquérito segue sob estrita sigilo investigativo, com prazo máximo de 180 dias para conclusão dos trabalhos periciais e ouvidos complementares.
Espera-se que o desfecho do processo gere precedentes jurídicos sobre responsabilidade em conflitos viários com potencial configuração de dolo eventual, enquanto familiares aguardam posicionamento oficial da Casa Civil da Presidência em razão do vínculo familiar direto com o ministro-chefe Guilherme Boulos.



