No dia 16 de setembro, a influenciadora Mila Seidl, esposa de Lito Sousa, proferiu um desabafo nas stories do Instagram que revelou o desgaste emocional decorrente da síndrome do cuidador, afirmando ter perdido o direito de adoecer e até morrer em razão das demandas decorrentes do cuidado contínuo ao filho de sete anos e às pressões profissionais inerentes à sua atuação empresarial no setor de aviação.
Contexto Institucional e Histórico da Desigualdade no Cuidado Familiar
A apuração realizada pela reportagem confirmou que Mila Seidl, empresária no ramo de aviação e figura pública nas redes sociais, utilizou sua plataforma digital para expor a realidade do cuidador principal, condição que tem se intensificado no cenário brasileiro em decorrência do envelhecimento populacional e da escassez de políticas públicas estruturadas para apoio familiar.
Nos dias subsequentes ao relato do filho Caio — que afirmou, em 15/9, ter percebido 'cara de doente' em sua mãe —, a influencer registrou, por meio de stories publicados em 16/9, sua angústia ao reconhecer que a sobrecarga emocional e física culminou na percepção de que 'perdeu o direito de morrer', evidenciando a ausência de suporte institucional efetivo frente ao quadro de saúde mental e nutricional progressivamente deteriorado.
Mila Seidl afirmou ter perdido o direito de morrer devido à síndrome do cuidador.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
Em resposta à divulgação do caso, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo confirmou estar realizando monitoramento psicossocial da família Sousa-Seidl e avaliando a viabilidade de encaminhar o filho Caio ao programa piloto de acesso a medicamentos experimentais autorizados pelo ANVISA, conforme previsto na Resolução RDC nº 590/2021.
As declarações da autoridade foram acompanhadas por manifestações da Associação Brasileira de Cuidados Palliativos (ABCP), que destacou a necessidade urgente de políticas públicas que garantam licença parental remunerada e acompanhamento multidisciplinar para cuidadores informais, citando dados que apontam para o aumento de 37% nos casos diagnosticados entre 2020 e 2023.



