Na terça-feira, 22 de setembro, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou operação coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas O rganizadas e Inquéritos Especiais (Draco) para apreender armamentos e investigar uma milícia que atua em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, sob suspeita de praticar cobranças ilegais e exercer ameaças contra moradores e comerciantes da região.
Contexto Institucional e Investigação Preliminar
A ação policial, realizada com apoio tático da prisão de Marlon Aurélio Gomes de Souza – conhecido como 'Taz' –, chefe armado da estrutura criminosa desmantelada em 16 de setembro, resultou na cumulação de mandados de busca e apreensão no Complexo do Morro do Pau Branco e na localidade de Venda Velha, onde agentes apreenderam diversas armas de fogo, munições e documentos que comprovam a estrutura organizacional do grupo.
As investigações da Draco revelaram que a milícia movimentava aproximadamente R$ 70 milhões em propina e tráfico de drogas destinado ao Comando Vermelho (CV), com envolvimento direto de líderes como 'Boss', que encontra-se custodiado na Bolívia após ser capturado em operação conjunta com autoridades latino-americanas.
A milícia movimenta cerca de R$ 70 milhões em propina e tráfico de drogas para o Comando Vermelho.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Apuração
Em pronunciamento oficial, o delegado responsável pela investigação afirmou que a estrutura criminosa utilizava pontos fixos de apoio para armazenar armamentos e que as mudanças frequentes de localização dificultavam o trabalho das forças de segurança, configurando estratégia deliberada para obstruir o curso natural das investigações policiais.
As autoridades indicam que novos mandados podem ser solicitados com base nas evidências colhidas nesta terça-feira, com foco em alvos que ainda não foram formalmente identificados como núcleos operacionais da rede criminosa.



