O advogado Júlio Caires, ex-conselheiro da O AB-SP, doou R$ 50 mil à campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2024 e ajuizou ação por danos morais e falsidade ideológica contra Pablo Marçal (PRTB), após alegar que o ex-coach teria utilizado sem autorização dados coletados dois anos antes em evento do partido Pros, com o objetivo de filiar-se ao novo partido e prejudicá-lo politicamente.
Contexto Institucional e Procedimentos da Ação Judicial
Na apuração realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral, Caires alegou que a coleta de informações pessoais ocorreu em agosto de 2022 durante participação de Marçal em atividade de filiação do partido Pros, no qual o advogado também estava vinculado, gerando questionamento sobre o uso legítimo desses dados para fins de candidatura ao PRTB em 2024.
O ex-conselheiro da O AB-SP fundamentou sua denúncia na suposta manobra político-partidária que teria lesado sua elegibilidade e imagem institucional, tendo requerido indenização de R$ 20 mil por danos morais, valor destinado a uma instituição filantrópica, antes de desistir da ação em outubro de 2024, após homologação da candidatura de Marçal pela Justiça Eleitoral em 4 de setembro.
Advogado pedia R$ 20 mil em indenização por danos morais, revertida a instituição filantrópica.
Repercussão e Desdobramentos Pós-Action
A desistência da ação judiciais por parte de Caires ocorreu sem prejuízo à validade da candidatura de Marçal ao cargo presidencial, já que a decisão do TSE foi proferida em setembro de 2024, consolidando sua elegibilidade para figurar nas eleições.
Enquanto isso, Tarcísio de Freitas segue com estratégia de arrecadação focada em doadores restritos, totalizando até o momento pouco mais de R$ 3,5 milhões, com destaque para contribuições de Helio e Salo Seibel (R$ 575 mil cada), num cenário onde aliados projetam limites superiores a R$ 3 milhões até o término da campanha.
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