Há hotéis que envelhecem. Outros acumulam memória.
Quando o Metropolitan abriu as portas, em agosto de 1996, Brasília, seus hóspedes e a própria ideia de viajar eram diferentes. Trinta anos depois, o prédio continua no mesmo endereço privilegiado do Setor Hoteleiro Norte, próximo à Esplanada dos Ministérios, mas quem entra em um hotel hoje espera muito mais do que uma cama confortável e um café da manhã no dia seguinte.
É justamente essa distância entre o que a hotelaria era e o que o viajante passou a exigir que a nova gestão quer diminuir.
Na noite da última quarta-feira (21/10), executivos, parceiros e convidados se reuniram no Metropolitan Hotel Brasília by HB para marcar oficialmente o novo ciclo do empreendimento sob gestão da Hotelaria Brasil, iniciada em 1º de outubro. A empresa incorporou 320 apartamentos administrados e passou a somar 1.074 unidades habitacionais sob gestão na capital.
Wlisses Fernando Santos, gerente-geral, teve papel importante na chegada da nova fase
O sindico Marcos Antônio Barreto discursou para os presentes
Marcio Lacerda, CEO da Hotelaria Brasil, durante o evento de oficialização da entrada do hotel na rede
O Vice-Presidente da Hotelaria Brasil, César Nunes; o CEO da Hotelaria Brasil, Márcio Lacerda; gerente-geral e desenvolvedor de Negócios Hoteleiros Mid-Upper Scale, Segundo de Almeida; e o gerente-geral do hotel, Wlisses Fernando Santos
O Vice-Presidente da Hotelaria Brasil, César Nunes; o CEO da Hotelaria Brasil, Márcio Lacerda; o responsável pela área de pessoas e cultura da empresa, Valdeli Cunha; e o gerente-geral e desenvolvedor de Negócios Hoteleiros Mid-Upper Scale, Segundo de Almeida
Yasmin Carneiro dos Santos, Wlisses Fernando Santos, gerente-geral no Atlantica Hospitality Internacional, e Gabriela Lopes
O CEO da Hotelaria Brasil, Márcio Lacerda; a diretora Comercial, Gabriella Spinola; e o Vice-Presidente da Hotelaria Brasil, César Nunes
Valdeli Cunha, responsável pela área de pessoas e cultura da empresa
Mayane Alves, Núbia Bezerra; Gerente Comercial e Lara Mello
Rafael Oliveira, Núbia Bezerra, Fred Cunha e John Reis
Mas a mudança planejada vai além da placa na entrada.
A partir de março de 2027, o hotel começa um amplo processo de retrofit, nome dado à modernização de uma construção existente sem necessariamente começar tudo de novo.
Restaurante, lobby, recepção, corredores, elevadores e cobertura estão entre as áreas previstas para reforma, com conclusão das áreas comuns estimada para meados de 2028.
Serão R$ 4,5 milhões destinados às áreas comuns, segundo Márcio Lacerda, CEO da Hotelaria Brasil. Para os apartamentos, a estimativa apresentada durante o evento é de aproximadamente R$ 45 mil por unidade, incluindo itens como decoração, cama e televisão.
Serão R$ 4,5 milhões destinados às áreas comuns, segundo Márcio Lacerda, CEO da Hotelaria Brasil. Para os apartamentos, a estimativa apresentada durante o evento é de aproximadamente R$ 45 mil por unidade, incluindo itens como decoração, cama e televisão.
César Nunes, vice-presidente e sócio da Hotelaria Brasil, olha para o edifício por um ângulo de “saudosismo”: um empreendimento que ainda é lembrado por pessoas que viveram aqueles anos de maior protagonismo. Os apartamentos amplos e as grandes áreas sociais são exemplos.
“Você já não faz hotel assim”, resume César. Segundo ele, a lógica imobiliária atual tende a pressionar os projetos por maior aproveitamento do espaço enquanto o Metropolitan foi concebido em outra época, com dimensões que agora podem se tornar uma vantagem na transformação.
A intenção é justamente usar essa estrutura como matéria-prima em vez de derrubá-la para começar novamente.
O hóspede mudou e o hotel precisa mudar também
Em 1996, a internet comercial ainda dava seus primeiros passos no Brasil. Não existiam avaliações instantâneas em aplicativos, vídeos de quartos nas redes sociais ou dezenas de tarifas comparadas em segundos antes de uma reserva.
Hoje, uma hospedagem começa muito antes do check-in.
Fotos, comentários, reputação digital, café da manhã, academia, localização, internet, áreas de convivência e até a facilidade de trabalhar fora do quarto podem definir uma escolha.
Um levantamento do Hotel Report, da Omnibees em parceria com o Hotelier News, apontou Brasília como o destino mais pesquisado do Centro-Oeste no período analisado, com 171 milhões de buscas. Ao mesmo tempo, o volume de diárias vendidas recuou 1,5% na comparação com 2025. Ou seja, existe interesse, mas transformá-lo em reserva continua sendo um desafio.
Um levantamento do Hotel Report, da Omnibees em parceria com o Hotelier News, apontou Brasília como o destino mais pesquisado do Centro-Oeste no período analisado, com 171 milhões de buscas. Ao mesmo tempo, o volume de diárias vendidas recuou 1,5% na comparação com 2025. Ou seja, existe interesse, mas transformá-lo em reserva continua sendo um desafio.
O CEO da Hotelaria Brasil enxerga essa mudança também na experiência física. “O mundo mudou muito em 30 anos. E o hotel precisa acompanhar, senão ele perde a relevância. Por mais tradicional que ele seja, ele perde a relevância.”
Hotelaria Brasil anuncia nova fase para o Metropolitan Hotel
Um novo hotel sem apagar Brasília
Existe, porém, um risco em qualquer modernização: atualizar tanto um lugar que ele deixa de parecer com ele. No Metropolitan, a intenção é fazer o contrário.
O conceito arquitetônico ainda é preliminar, mas Wlisses Fernando dos Santos, gerente-geral do Metropolitan Brasília by HB, conta que as discussões com o escritório responsável pelo retrofit partiram da ideia de construir algo contemporâneo e atemporal sem abandonar referências locais.
Entre as inspirações apresentadas estão a arquitetura de Brasília, a obra de Oscar Niemeyer e as cores dos ipês.
“Nós queremos que quem entrar aqui respire também um pouco da cultura e da arquitetura de Brasília”, explica.
A própria marca prevista para o reposicionamento reforça essa direção. A Hotelaria Brasil trabalha com a bandeira própria I am Design, posicionada no segmento lifestyle e baseada em arquitetura contemporânea e experiências menos formais. A marca já faz parte do portfólio oficial do grupo.
No Metropolitan, esse conceito deverá dialogar com características que já existem, como piscina na cobertura, academia, hidromassagem, restaurante e apartamentos amplos.
A transformação já começou
Enquanto parte da transformação ainda depende de projeto, obra e cronograma, outra começou antes de qualquer parede ser derrubada.
Wlisses tem mais de 30 anos de experiência em hotelaria, mas afirma que essa é a primeira vez que atravessa uma mudança de gestão dessa natureza.
O desafio, segundo ele, envolve muito mais do que substituir sistemas. Por isso, uma das primeiras iniciativas da Hotelaria Brasil foi levar treinamentos às lideranças e aos demais colaboradores.
Houve encontros sobre cultura organizacional, código de ética, inclusão, respeito e procedimentos de trabalho. Segundo Wlisses, quatro dias de treinamentos foram destinados às equipes já nas primeiras semanas da nova operação.
A atenção ganha outra dimensão porque o Metropolitan não funciona apenas como hotel.
O empreendimento também possui unidades ocupadas por moradores e estadias de longa duração. Significa que a recepção, os elevadores, os corredores e as áreas comuns não atendem exclusivamente quem passa duas noites em Brasília.
Três hotéis, três públicos
Com a chegada do Metropolitan, a Hotelaria Brasil passa a operar três empreendimentos em Brasília: o novo hotel, o Ramada by Wyndham Brasília Alvorada e o Tryp by Wyndham Brasília Nações.
A estratégia, porém, não é colocá-los para disputar exatamente o mesmo hóspede. Gabriella Spinola, diretora Comercial da Hotelaria Brasil, afirma que uma estrutura comercial regional está sendo montada para segmentar clientes e direcioná-los ao empreendimento que melhor se encaixa em cada necessidade.
Ter produtos diferentes, segundo ela, aumenta a capacidade de negociação e permite trabalhar públicos distintos dentro da mesma operação.
Brasília está no centro da expansão
O Metropolitan também faz parte de uma estratégia maior.
César Nunes afirmou durante o evento que a Hotelaria Brasil pretende chegar ao primeiro semestre de 2027 com cinco hotéis e mais de 1,5 mil apartamentos sob gestão em Brasília, caso avancem as negociações atualmente em curso.
Hoje, com a incorporação do Metropolitan, são 1.074 unidades administradas na capital.
Hoje, com a incorporação do Metropolitan, são 1.074 unidades administradas na capital.
A Hotelaria Brasil é uma administradora hoteleira boutique multimarcas que atua desde 2003 nos segmentos luxo, lifestyle, upscale, midscale e econômico. Especializada no desenvolvimento e na gestão de marcas próprias e na operação de bandeiras internacionais, adota um modelo de gestão personalizado, que preserva a identidade de cada empreendimento e combina excelência operacional, inovação e foco em resultados.
O grupo reúne a HB Hotéis, dedicada à administração de hotéis corporativos, de lazer e resorts; a Unna Hospitality, ecossistema de soluções para a hotelaria inteligente; e a Ventura Resorts, especializada na gestão de empreendimentos de multipropriedade. Seu portfólio de marcas próprias inclui Matiz Hotel, Matiz Resort, I am Design e I am Boutique. Mantém parcerias homologadas com Marriott International, Wyndham Hotels & Resorts, Hyatt, Golden Tulip, Hilton, Accor, Minor Hotels, Meliá Hotels International e IHG Hotels & Resorts, além de atuar como master franqueadora da marca Hampton by Hilton no Brasil.
Com uma atuação integrada em operações, vendas, marketing, distribuição e gestão de receitas, a Hotelaria Brasil tem como compromisso proporcionar experiências autênticas aos hóspedes, desenvolver pessoas e promover a conservação e a valorização do patrimônio, com foco na rentabilidade sustentável para investidores e parceiros.
Saiba mais em www.hotelariabrasil.com.br
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