Na segunda-feira (21), as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam com expressiva baixa, em sintonia com o recuo dos rendimentos dos títulos americanos e do petróleo no exterior, enquanto a disputa presidencial brasileira seguiu impulsionando movimentos de volatilidade nos mercados financeiros nacionais.
Contexto Institucional e Movimentação de Mercado nas Taxas Futuras
As taxas dos DIs registraram fechamento em 13,515% para o DI de janeiro de 2028, refletindo queda de 11 pontos-base em relação à sessão anterior (13,623%), enquanto o DI de janeiro de 2035 encerrou em 14,01%, com redução de 15 pontos-base frente aos 14,158% da última operação.
A tendência de queda nas taxas futuras ocorreu em resposta à combinação de fatores externos, como a estabilização dos Treasuries e do Brent crude abaixo de US$ 100 por barril, e dinâmicas internas derivadas da nova rodada de pesquisas eleitorais que sinalizaram empate técnico entre os principais candidatos ao segundo turno.
A taxa do DI para janeiro de 2028 encerrou em 13,515%, marcando queda histórica de 11 pontos-base na sessão mais volátil desde o início do ano.
Repercussão Política e Perspectivas Monetárias no Horizonte Temporal
As manifestações do mercado refletem a desconfiança institucional em torno da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, com investidores priorizando cenários que garantam rigor fiscal e controle inflacionário, conforme evidenciado pela redução das expectativas para a Selic em 2026 e 2027.
A próxima divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, marcada para a terça-feira, demandará atenção redobrada dos agentes econômicos para esclarecer os rumos da taxa básica no curto prazo.



