A greve dos funcionários dos Correios, aprovada em assembleias da Findect na quinta-feira (10) e deflagrada às 22h de mesmo dia, configura-se como nova etapa de intensificação da campanha salarial, ocorrendo em um contexto de profunda crise financeira que já registra prejuízo acumulado de R$ 8,5 bilhões no exercício de 2025, o quarto resultado negativo consecutivo desde 2021.
Contexto Institucional e Estratégia da Greve
A paralisação, definida como por tempo indeterminado pela Findect (Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares), emerge após o fracasso das negociações referentes ao plano de saúde dos trabalhadores, cuja manutenção depende da condição de mantenedora do benefício por parte da estatal.
A greve se insere no quadro mais amplo da reestruturação financeira dos Correios, que prevê redução anual de R$ 4,2 bilhões em despesas, aumento de R$ 1,7 bilhão em receitas e venda de ativos totalizando R$ 1,5 bilhão, medidas essenciais para conter o prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões registrado no primeiro semestre de 2026.
A greve dos Correios atinge o marco de prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões em 2025, o quarto resultado negativo consecutivo desde 2021.
Repercussão Jurídica e Estratégia de Reestruturação
A direção dos Correios e o governo federal ainda não se posicionaram oficialmente sobre as demandas da categoria, que exige preservação do plano de saúde e respeito aos direitos trabalhistas.
Diante do cenário, a continuidade da paralisação dependerá da capacidade do Executivo em equilibrar as pressões sindicais com a viabilidade financeira do plano de reestruturação previsto para 2025-2027.



