Na manhã de quinta‑feira (8/10), o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) realizou 17 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais localizados em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Pontalina, como parte da O peração Sem Recreio, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime O rganizado (Gaeco) e auxiliada pela Polícia Militar de Goiás (PMGO) e pela Vigilância Sanitária municipal.
Contexto Institucional e Procedimentos da O peração
A investigação concentra-se sobre quatro pregões eletrônicos de licitação efetuados em 2023 pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para o fornecimento de alimentos à merenda escolar da rede estadual de ensino em Goiânia, cujos valores totais somavam cerca de R$ 25 milhões e cujos contratos foram adjudicados por aproximadamente R$ 12 milhões, segundo documentos oficiais obtidos pela Procuradoria‑Geral de Justiça.
Nos alvos figuram oito indivíduos físicos e nove pessoas jurídicas, cujas atividades apontam para a prática de organização criminosa, fraude em licitação, frustração do caráter competitivo e falsidade ideológica, conforme denúncia inicial apresentada pelo MPGO.
A operação investiga fraudes que geraram prejuízos estimados em R$ 58 mil por contrato e desvios que chegaram a cerca de R$ 13 milhões ao erário.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuro
O Ministério Público informou que as evidências recolhidas serão submetidas à análise da Justiça para eventual aplicação de sanções penais previstas nos artigos 288,333 e 349 do Código Penal, bem como a responsabilização administrativa das empresas envolvidas, que já foram alvo de sanções internas pela Seduc no valor de aproximadamente R$ 58 mil.
As investigações continuam com foco na identificação de intermediários e na rastreabilidade dos recursos financeiros, enquanto o Gaeco sinaliza a possibilidade de expansão da operação para outras frentes de atuação da administração pública estadual.



