Na tarde de 15 de setembro de 2023, o cirurgião vascular Harold Benjamin Aranibar, 43 anos, foi alvo de um segundo atentado armado em menos de quatro meses no Rio de Janeiro, sendo baleado no braço esquerdo durante assalto na Zona Norte da capital, em circunstância que evidencia a recorrência de violência contra profissionais da saúde em contextos urbanos vulneráveis.
Contexto Histórico e Antecedentes do Assalto
A Polícia Civil confirmou que a investigação sobre o incidente está sob responsabilidade da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), com diligências em andamento para identificar os autores por meio da análise de imagens de câmeras de segurança e outras evidências materiais coletadas no local do crime, ocorrido por volta das 18h nas proximidades do Maracanã.
O médico relatou que, apesar de ter adquirido um veículo blindado após o primeiro assalto — ocorrido há quatro meses, quando seu carro não blindado foi alvo de roubo de celular, carteira e aliança —, o novo ataque revelou as limitações da proteção oferecida por tais dispositivos frente a abordagens com motos e armas de fogo em vias urbanas.
O médico sobreviveu ao atentado, mas sofreu fratura no osso do braço esquerdo e passou por cirurgia para fixar o fragmento com pinos externos.
Repercussão Institucional e Desafios para a Segurança Pública
A Polícia Civil informou que agentes trabalham para apurar os fatos por meio da análise de imagens de câmeras de segurança e outras diligências técnicas, reforçando o compromisso das autoridades com a busca pela responsabilização dos envolvidos no crime.
O médico declarou intenção de deixar o Rio de Janeiro em razão da insegurança crescente, evidenciando a necessidade urgente de políticas públicas eficazes para proteger cidadãos e profissionais atuantes em áreas de alto risco social.



