A Petrobras reajustou o preço médio do querosene de aviação (QAV) em 11,76%, elevando o custo para R$ 6,242 por litro a partir de 1º de outubro, em movimento que reavalia as pressões inflacionárias no setor de aviação civil e reforça a volatilidade dos preços internacionais do petróleo em um cenário de instabilidade geopolítica.
Contexto Institucional e Histórico da Revisão de Tarifas
A atualização tarifária, realizada pela estatal com base em contratos mensais com distribuidoras e alinhada ao modelo de preços dinâmicos adotado no setor, ocorreu após uma série de reajustes sucessivos – de 13,9% no mês anterior e 31,8% em relação ao período de agosto de 2025, quando o QAV foi cotado a R$ 4,98 por litro.
O ajuste reflete a integração da Petrobras ao sistema de precificação internacional, já que os custos do combustível são diretamente influenciados por variações no preço do petróleo bruto, câmbio e demanda operacional, fatores que têm sido exacerbados por conflitos no O riente Médio e interrupções logísticas no transporte marítimo.
O novo preço do querosene de aviação atinge R$ 6,242 por litro, representando o maior patamar desde o início da série de ajustes trimestrais.
Repercussão Jurídica e Econômica das Alíquotas Ajustadas
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) destacou que as tarifas aéreas nacionais registraram alta de 14,5% em agosto na comparação anual, com tarifa média real de R$ 776,87 por trecho, indicando reflexo direto do aumento no custo do QAV nos sistemas de operação das companhias aéreas.
Especialistas apontam que o reajuste pode pressionar os custos logísticos das mercadorias transportadas por air freight, com possíveis impactos na cadeia produtiva e na competitividade do setor turismo, enquanto o Ministério da Economia sinalizou monitoramento contínuo das variações para eventual revisão de políticas de subsídios setoriais.



