Flávio Bolsonaro, senador e candidato à presidência pelo PL, foi o alvo de um episódio de tensão política durante carreata de campanha em Goiânia, onde moradores do Jardim Goiás arremessaram ovos em sua direção às 14h30 do domingo (27/9), sem que ele ou seus acompanhantes tenham sido atingidos, após críticas ao papel da CNBB na disseminação de fake news sobre Nossa Senhora Aparecida e à decisão do ministro do STF Flávio Dino de suspender a remoção de conteúdo do humorista Antonio Tabet.
Contexto Institucional e Investigação Política
A apuração constatou que os ovos foram lançados da varanda de um edifício na rua 15 do Jardim Goiás, zona residencial de Goiânia, onde a carreata iniciou-se próximo ao Estádio Serra Dourada e seguiu até o Parque Flamboyant, palco do discurso do senador ao lado do candidato ao governo estadual Wilder Morais; os vídeos circulantes confirmam a ação coordenada por parte de moradores indignados com declarações de Flávio Bolsonaro sobre a Igreja Católica.
Antecedentes revelam que o senador já havia denunciado uma suposta campanha coordenada entre o PT e agentes identificados como 'pessoal da CNBB' para espalhar inverídias sobre sua postura em relação a Nossa Senhora Aparecida, além de criticar publicamente a decisão judicial que suspendeu a obrigatoriedade de remoção de postagem de Antonio Tabet, movimento que contou com o aval do relator André Mendonça, vice-presidente do TSE.
A tentativa de homicídio por arremesso de ovos colocou em risco a integridade física de manifestantes e expôs fragilidades na segurança pública durante eventos políticos em Goiânia.
Repercussão Institucional e Desafios Jurídicos
Flávio Bolsonaro formalizou denúncia contra os responsáveis pelos arremessos, exigindo que a Polícia Civil identifique e responsabilize o autor sob risco de homicídio tentado, enquanto reiterou que a suposta articulação da CNBB com o PT configura uso criminoso de recursos públicos para fins eleitorais.
A decisão do ministro Flávio Dino, tomada em conjunto com seu colega André Mendonça, liberou a circulação da chamada 'liga da mentira' petista, desencadeando compromisso por parte do senador de acionar judicialmente atores políticos e eleitorais que operam com desinformação institucionalizada.



