Na Bolsa de Nova York, o ouro registrou queda de 1,29%, encerrando a sessão em US$ 4.351,9 por onça-troy, enquanto a prata recuou 1,61%, cotada a US$ 65,18 por onça-troy, em 14 de novembro de 2023, em um contexto marcado pela valorização do dólar e pela expectativa de novos aumentos da taxa Selic pelo Federal Reserve, impulsionados pelos últimos dados do CPI norte-americano.
Contexto Macroeconômico e Movimentações de Mercado
A Swissquote destacou que o núcleo do CPI norte-americano registrou uma leitura mensal ligeiramente acima das previsões, reforçando a projeção de endurecimento da política monetária americana e pressionando os mercados de commodities, onde o ouro – ativo sem rendimento e sensível à força do dólar – enfrentou pressão vendedora em meio à renovada aversão ao risco.
Nos últimos dias, ataques contra instalações petrolíferas na Arábia Saudita acentuaram incertezas sobre a oferta global de energia, ampliando os temores inflacionários e consolidando a tendência de alta nos juros americanos, o que contribuiu para a desvalorização do ouro diante da busca por ativos com retorno real.
O ouro fechou em US$ 4.351,9 por onça-troy, marcando sua maior queda semanal desde início de outubro, em meio à pressão dos juros crescentes e à volatilidade geopolítica no O riente Médio.
Repercussão Institucional e Perspectivas para 2024
O Federal Reserve manteve postura vigilante diante dos indicadores de inflação persistente, sinalizando que novas alta na taxa de juros permanecem no horizonte, o que deve continuar desafiando a atratividade do ouro como reserva de valor.
Especialistas apontam que a combinação entre tensões no O riente Médio, depreciação cambial e expectativa de política monetária restritiva cria cenário favorável à consolidação de posições defensivas no metal precioso ao longo do próximo trimestre.



