A Universidade Federal do Pará decretou luto oficial de três dias pelo falecimento de Zélia Amador de Deus, professora, escritora e referência do movimento negro, que morreu em 8 de abril de 2024, aos 74 anos, após mais de cinco décadas de atuação na instituição.
Contexto Histórico e Legado da Professora na UFPA
A morte de Zélia Amador de Deus, ocorrida nesta terça-feira (8) de abril de 2024, aos 74 anos, abala profundamente a comunidade acadêmica paraense e nacional, diante de sua longa e multifacetada trajetória, que se estendeu por mais de cinquenta anos entre os corredores da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde lecionou, pesquisou e inspirou gerações.
Sua longa permanência institucional foi marcada por atuação docente em cursos estratégicos, produção cultural relevante e compromisso com a democratização do acesso à educação e à cultura para a população negra, configurando-se como uma das figuras mais emblemáticas da educação superior e da resistência intelectual no Norte do Brasil.
A UFPA decretou luto oficial de três dias para homenagear Zélia Amador de Deus, professora cuja atuação ultrapassou cinco décadas na instituição.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O velório da professora foi realizado no Teatro Experimental Waldemar Henrique, em Belém, a partir das 23h do dia 8 de abril, onde familiares, amigos e representantes da comunidade acadêmica prestaram homenagens à trajetória marcante da educadora.
O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública requerendo multa diária de R$ 50 mil à União por mora na demarcação e regularização fundiária em terras indígenas no Pará.


