O dólar comercial fechou em alta de 0,67%, cotado a R$ 5,48, enquanto o Ibovespa recuou 0,82% e terminou o pregão aos 166.191,45 pontos. O principal fator de pressão foi o piora do ambiente em Nova York, com venda de ações de empresas de inteligência artificial, semicondutores e data centers, o que aumentou a aversão ao risco e levou investidores a reduzir posições em mercados emergentes, como o Brasil.
O movimento ocorreu logo após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. No mercado brasileiro, os investidores também repercutiram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos. O colegiado destacou o aumento das incertezas e a desancoragem das expectativas de inflação. Investidores monitoraram ainda a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e economistas para discutir a agenda econômica do governo, em meio a cobranças por maior clareza sobre o controle dos gastos públicos. A produção industrial brasileira caiu 0,8% em setembro, reforçando os sinais de desaceleração da atividade econômica.



