No âmbito das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, realizadas na capital tailandesa, a diretora-gerente Kristalina Georgieva reafirmou que o avanço tecnológico impulsionado pela inteligência artificial mantém o crescimento global em torno de 3% em 2026, apesar dos desafios decorrentes de choques energéticos e da transformação estrutural dos mercados de trabalho.
Contexto Institucional e Análise de Previsões Econômicas
De acordo com dados consolidados pelo FMI, cerca de 40% dos empregos em todo o mundo serão aprimorados, rebaixados ou eliminados pela inteligência artificial, número que pode ascender a 60% nas economias avançadas, conforme revelado pela diretora-gerente Kristalina Georgieva em comunicado oficial na segunda-feira (12).
A projeção de crescimento global de 3% para 2026, apresentada em julho pelo Fundo Monetário Internacional, será atualizada na terça-feira, com possibilidade de revisão diante das novas evidências sobre o impacto da IA nos setores produtivos e nos modelos fiscais tradicionais.
A inteligência artificial está destinada a afetar até 60% dos postos de trabalho nas economias avançadas, segundo previsão do FMI.
Repercussão Política e Estratégias para o Futuro do Trabalho
O presidente de Singapura, Tharman Shanmugaratnam, alertou que os governos têm a responsabilidade de utilizar a inteligência artificial para gerar empregos de qualidade e mitigar a escassez de oportunidades para recém-formados, enfatizando a necessidade de políticas proativas no âmbito da educação e da capacitação profissional.
O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, reiterou seu compromisso com a geração de empregos como pilar central de sua gestão, embora tenha expressado reservas quanto à capacidade do mercado atual de absorver novos trabalhadores diante da acelerada automação.



