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Eleição de Israel é sobre responsabilização do 7 de outubro, diz professor

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 11:03
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Eleição de Israel é sobre responsabilização do 7 de outubro, diz professor
Fatos Rápidos da Notícia
  • As eleições israelenses realizadas nesta terça-feira (27) têm como tema central a responsabilização pelos eventos de 7 de outubro, data em que o Hamas atacou Israel. A avaliação é de Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor da UFF (Universidade Federal Fluminense), em entrevista à CNN.
  • Responsabilização pelo 7 de outubro divide candidatos
  • "Esta é uma eleição que trata, sobretudo, da responsabilização sobre os eventos de 7 de outubro", afirmou o especialista.
Resumo Editorial

As eleições israelenses realizadas nesta terça-feira (27) têm como tema central a responsabilização pelos eventos de 7 de outubro, data em que o Hamas atacou Israel. A avaliação é de Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor da UFF (Universidade Federal Fluminense), em entrevista à CNN.

As eleições israelenses realizadas nesta terça-feira (27) têm como tema central a responsabilização pelos eventos de 7 de outubro, data em que o Hamas atacou Israel. A avaliação é de Vitelio Brustolin, pesquisador de Harvard e professor da UFF (Universidade Federal Fluminense), em entrevista à CNN.

O especialista comentou as expectativas para o resultado das eleições israelenses e destacou o desempenho expressivo das listas árabes, que conquistaram um número maior de cadeiras do que o observado nos últimos anos.

Responsabilização pelo 7 de outubro divide candidatos

Brustolin apontou que Netanyahu tem demonstrado resistência à criação de uma comissão estatal de inquérito sobre os ataques de 7 de outubro, enquanto Eisenkot e outros líderes da oposição defendem a instalação dessa comissão como plataforma de campanha.

"Esta é uma eleição que trata, sobretudo, da responsabilização sobre os eventos de 7 de outubro", afirmou o especialista.

Além da questão da responsabilização, o analista elencou outros temas relevantes para o eleitorado israelense: o debate sobre quem deve servir nas Forças Armadas — uma vez que os ultra-ortodoxos são isentos do serviço militar por força de uma coalizão firmada por Netanyahu —, a disputa em torno dos poderes do Judiciário e o isolamento internacional do país.

"Nenhum dos candidatos fala em criar, de fato, um Estado palestino, nem em retirar colonos dos assentamentos na Cisjordânia", observou Brustolin.

Participação recorde e relação com os Estados Unidos

O especialista atribuiu a participação recorde dos israelenses nas urnas ao peso histórico percebido pelo eleitorado. "Os israelenses percebem essa como uma das eleições mais importantes da história de Israel", disse Brustolin.

Para o especialista, o resultado pode alterar significativamente a relação entre Israel e os Estados Unidos, especialmente diante das eleições de meio de mandato americanas, nas quais Trump pode perder uma ou ambas as casas do Congresso para os democratas, que têm reservas quanto ao apoio militar dos EUA a Israel.

Brustolin mencionou ainda que Trump foi a público afirmar ter chamado Netanyahu de "louco", o que evidencia as tensões na relação entre os dois líderes.

O especialista ressaltou que o destino de Gaza permanece uma questão geopolítica central, com um plano de paz americano de 20 tópicos ainda em andamento, e que o novo primeiro-ministro israelense será responsável por conduzir as negociações sobre o "dia seguinte" em Gaza.

Futuro político de Netanyahu

Questionado sobre se uma eventual derrota nas urnas significaria o fim da carreira política de Netanyahu, Brustolin respondeu que não necessariamente. O professor recordou que, em junho de 2021, Netanyahu perdeu o governo após 12 anos consecutivos no cargo, sendo substituído por Naftali Bennett em uma coalizão que incluía um partido árabe.

No entanto, divergências internas levaram à desintegração dessa coalizão entre 2021 e 2022, permitindo o retorno de Netanyahu ao poder em novembro de 2022, com 64 das 120 cadeiras do parlamento.

"Caso Netanyahu vá para a oposição, isso não seria necessariamente o fim da carreira dele. Ele pode acabar retornando ao poder, como aconteceu em 2022", concluiu Brustolin.

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