O Santos confirmou oficialmente que o camisa 10 Neymar Júnior sofreu lesão muscular de grau 2B no reto anterior da coxa direita, durante o empate sem gols contra o Palmeiras, em 2 de setembro, pela Copa do Brasil, fato que desencadeou sua substituição no intervalo do primeiro tempo e determinou desfalque mínimo de dez partidas no Campeonato Brasileiro.
Diagnóstico e Caracterização da Lesão em Atleta de Elite
A confirmação do diagnóstico foi feita com base em exames realizados nesta sexta-feira (4), que evidenciaram desgaste microscópico do tecido muscular no reto anterior da coxa direita, região específica onde Neymar acumulou sobrecarga durante o jogo. A lesão, classificada como grau 2B segundo a escala britânica BAMIC, caracteriza-se por microlesões nos tendões e fibras musculares, com risco elevado de recorrência caso o processo de recuperação seja inadequado. O atleta foi submetido a avaliação clínica e por ressonância magnética no Complexo Hospitalar do Santos, sob supervisão da equipe médica do clube, que descartou envolvimento de estruturas ósseas ou neurovasculares.
Conforme laudo médico divulgado pela instituição, a expectativa realista de retorno ao campo está entre quatro e seis semanas, dependendo da resposta inflamatória, da adesão ao protocolo de reabilitação e da liberação final do departamento médico. Esse intervalo implica desfalque garantido para pelo menos dez compromissos do Campeonato Brasileiro até o final da fase regular, com possibilidade de ampliação para 13 jogos caso o clube avance na Copa Sul-Americana ou a data do clássico contra São Paulo seja remarcada.
Neymar será ausente de no mínimo 10 partidas e pode perder até 13 jogos até o término da temporada brasileira.
Repercussão Médica e Estratégia de Reabilitação
O departamento médico do Santos mantém protocolos rigorosos para lesões de grau 2B, com acompanhamento semanal por meio de exames clínicos e imagem, fisioterapia intensiva e monitoramento da carga atlética para evitar sobrecarga prematura. Segundo Caio Senise, médico esportivo do Comitê O límpico Brasileiro, a região do reto femoral é o terceiro ponto mais vulnerável a lesões em futebol, geralmente provocadas por movimentos explosivos como chute ou aceleração brusca. A classificação BAMIC, que varia de A a C dentro do grau 2B, indica um prognóstico mais reservado devido à proximidade com estruturas tendíneas.
A ausência prolongada compromete não apenas o rendimento técnico do time santista na reta final do Brasileirão, mas também expõe Neymar ao risco de recaída se o retorno ocorrer antes da completa consolidação da cicatrização tecidual. Diante disso, o clube deve priorizar a preservação física do atleta para evitar novos contratempos que afetem diretamente sua valorização no mercado esportivo.



