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Prefeitura de Mogi encerra abrigo especializado para mulheres em crise, citando baixa demanda

PorNicole BragaVerificadoOrtografia IAPublicado Ontem às 22:51
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Prefeitura de Mogi encerra abrigo especializado para mulheres em crise, citando baixa demanda
Fatos Rápidos da Notícia
  • A Prefeitura de Mogi das Cruzes, Grande São Paulo, encerrou a parceria com a ONG Recomeçar, responsável pelo acolhimento temporário de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência, na terça-feira (29/9).
  • Entre janeiro e setembro de 2024, a unidade mantida com a ONG Recomeçar teve 237 dias com no máximo 3 pessoas atendidas e 20 vagas disponíveis, com apenas 17 dias de acolhimento efetivo.
  • O município afirma que o encerramento da parceria não compromete o suporte às mulheres, já que mantém alternativas como a Casa Abrigo (com previsão de ampliação para 10 vagas), o Programa Acolhe (sem limite de vagas) e o Aluguel Solidário (beneficiando 92 mulheres), além da Patrulha Maria da Penha, SOS Mulher, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e programa Conduz.
Resumo Editorial

A Prefeitura de Mogi encerrou o abrigo após dois anos de subutilização, com apenas 17 dias de acolhimento efetivo entre 237 vagas disponíveis.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes, Grande São Paulo, encerrou na terça-feira (29/9) sua parceria com a O NG Recomeçar, responsável pelo acolhimento temporário de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violência, após diagnóstico de baixa demanda registrado pela Secretaria Municipal de Assistência Social.

Diagnóstico da Demanda e Indicadores de Subutilização

Conforme levantamento da Vigilância Socioassistencial efetuado entre janeiro e setembro de 2024, a unidade mantida em parceria com a Recomeçar registrou 237 dias consecutivos com no máximo três pessoas acolhidas, enquanto 20 vagas estavam disponíveis – fato que se repetiu em 2025, com 130 dias sem nenhum beneficiário e 116 dias com no máximo cinco acolhidas, evidenciando significativa subutilização do serviço.

A análise institucional constatou que a estrutura operava em regime excepcional desde 2023, mas não atendeu ao critério mínimo de efetividade exigido pela política nacional de proteção à mulher em situação de violência, justificando a reestruturação da rede municipal de assistência social sem prejuízo ao princípio da continuidade dos direitos.

Ponto de Destaque

A unidade permanece com 20 vagas disponíveis há mais de dois anos, mas registrou apenas 17 dias efetivos de acolhimento entre janeiro e setembro de 2024.

Repercussão Institucional e Compromisso com o Suporte Integral

A Prefeitura garantiu que o encerramento não compromete o suporte às mulheres, destacando a disponibilidade da Casa Abrigo – ampliada para 10 vagas em parceria com o CONDEMAT+ –, do Programa Acolhe, sem limite de vagas, financiado pela iniciativa privada via Instituto Natura, além do Aluguel Solidário, que atende 92 mulheres da cidade.

A associação Recomeçar manifestou preocupação formal com a decisão, alegando que o encerramento ocorreu 'no exato momento em que a rede de proteção deveria ser fortalecida', contrariando o movimento de expansão do atendimento contínuo na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da mesma cidade.

Atenção / Ponto Crítico
O município deve garantir acesso ininterrupto às medidas protetivas e ao acolhimento emergencial até a efetivação das novas estruturas, sob pena de responsabilização administrativa e judicial.

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