Desde setembro, o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), detido na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, é alvo de investigação por suposto aproveitamento irregular de medidas privilegiadas durante a prisão, conforme confirmado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 16 de setembro, após a divulgação de vídeo que registra sua saída para almoço e retorno à unidade prisional.
Investigação e Apreensão de Recursos na O peração Custódia (In)Fiel
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) confirmou que a O peração Custódia (In)Fiel, conduzida pelo GAECO, resultou na apreensão de aproximadamente R$ 155 mil e US$ 10 mil, com indícios de favorecimento irregular a presos provisórios na unidade prisional, após análise de vídeo que documentou saídas não autorizadas do estabelecimento penal.
A investigação apura a conduta de um carcereiro suspeito de intermediar benefícios incompatíveis com as condições de custódia, incluindo o recebimento de recursos em espécie e moeda estrangeira, enquanto Valdemar Costa Neto, presidente nacional do Partido Liberal (PL), visitou Leite durante seu período de prisão, fato analisado para verificar irregularidades no acesso de visitantes à unidade.
A O peração Custódia (In)Fiel resultou na apreensão de R$ 155 mil e US$ 10 mil em bens suspeitos vinculados a favorecimentos irregulares na unidade prisional
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A defesa de Milton Leite e Valdemar Costa Neto permanece em silêncio oficial diante das apurações em curso, enquanto o MPSP mantém sigilo sobre os detalhes operacionais da investigação, que segue sob sigilo processual para garantir a lisura das apurações policiais.
O s fatos sob investigação podem configurar crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação e abuso de poder público, com possibilidade de rescisão do mandato e sanções penais que prevêem penas superiores a 8 anos de reclusão.



