Em pleno norte das Filipinas, onde chuvas torrenciais inundaram comunidades e geraram deslizamentos, a Paróquia de São João Batista, em Hagonoy, província de Bulacan, foi palco na segunda-feira (1º/9) de um casamento católico realizado integralmente em águas que atingiram a altura da cintura, com 15 convidados presenciais e todos os ritos tradicionais – vestido longo, flores e música ao vivo – apesar da recomendação oficial da instituição para que a cerimônia fosse adiada.
Desafio Climático e Decisão Nupcial em Ambiente Adverso
A apuração jornalística constatou que o casamento ocorreu sem interrupção das águas que submergiam o altar e o púlpito da igreja, enquanto os convidados – entre eles um pajem que carregou as alianças em meio à correnteza – adaptaram-se à situação com auxílio de um riquixá de chassi elevado para preservar as vestimentas. O s noivos, Leian Lieza Galang e Gilbert Chico, ambos 30 anos, chegaram ao local por volta das 10h, seguindo-se o trajeto tradicional de entrada na igreja, mesmo com a presença de água turva que envolvia os presentes até a metade dos corpos.
O Ministério de Apologética Católica das Filipinas confirmou que os noivos foram formalmente advertidos sobre os riscos e a inadequação do momento, mas optaram por cumprir a promessa matrimonial diante de Deus, agindo em consonância com a tradição católica de priorizar a solenidade sacramental mesmo sob circunstâncias extraordinárias como a enchente que assolou o norte do arquipélago no mês anterior.
Mais de 30 pessoas já morreram em decorrência das chuvas intensas que assolaram o norte das Filipinas na semana em que o casamento sob água foi registrado.
Repercussão Eclesiástica e Perspectivas Futuras
A paróquia emitiu nota técnica reforçando que, embora a decisão dos noivos tenha sido tomada com plena liberdade, a instituição ressalta a necessidade de avaliação pastoral futura para evitar novas exposições a riscos climáticos extremos em rituais religiosos. O Ministério da Fazenda das Filipinas ainda não se pronunciou sobre possíveis impactos fiscais ou logísticos derivados do evento.
Especialistas em gestão de risco ambiental apontam que eventos como esse podem gerar debates sobre políticas públicas de planejamento religioso em áreas vulneráveis a inundações, além de estimular o fortalecimento de protocolos de segurança para casamentos em locais sujeitos a condições meteorológicas adversas.



