Na manhã de 16 de outubro, vinte e sete detentos iniciaram a reconstrução de oito escolas e a realização de serviços de limpeza urbana em Laranjeiras do Sul, no centro-sul do Paraná, como parte de um programa coordenado pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (Sesp-PR) e pela Cadeia Pública local, visando acelerar a recuperação das instituições educacionais danificadas por temporal e promover a reintegração social dos custodiados.
Contexto Institucional e Execução da Ação
A mobilização, que contou com a participação de 24 presos efetivamente mobilizados — provenientes do projeto Mãos Amigas de Guarapuava, do convênio municipal e da rotina da unidade penal —, teve início na sexta-feira (16/10) e seguiu intensificando os trabalhos nesta segunda-feira (19/10), com foco na reconstrução estrutural das escolas, desobstrução viária, remoção de árvores em risco e demais atividades de manutenção urbana essenciais para o retorno imediato das aulas.
A iniciativa decorre de um acordo firmado entre o sistema prisional paranaense e o poder público municipal, que prevê a redução de pena de um dia para cada três dias efetivamente dedicados ao trabalho, medida regulamentada pela Divisão de Produção e Desenvolvimento da Polícia Penal do Paraná (PPPR), com o objetivo explícito de conciliar segurança institucional, eficiência operacional e benefícios rehabilitadores aos apenados.
Vinte e sete presos trabalham na reconstrução de oito escolas em Laranjeiras do Sul, com remição de pena que reduz um dia a cada três trabalhados.
Repercussão Jurídica e Perspectivas Futuras
A ação foi formalizada por meio de protocolo conjunto entre a Sesp-PR e a Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul, com supervisão técnica da PPPR, e já conta com apoio logístico da Prefeitura Municipal, que disponibiliza recursos humanos adicionais e infraestrutura para o transporte dos materiais.
Especialistas em políticas penitenciárias destacam que, além do ganho social imediato, o programa representa um modelo replicável para outras unidades prisionais do estado, especialmente em regiões afetadas por desastres naturais, fortalecendo o vínculo entre execução penal e desenvolvimento comunitário.
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