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Congresso dos EUA sob controle democrata aumenta pressão sobre família Bolsonaro, mas não garante deportação

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 04:30
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Congresso dos EUA sob controle democrata aumenta pressão sobre família Bolsonaro, mas não garante deportação
Fatos Rápidos da Notícia
  • Democratas conquistam maioria na Câmara dos Representantes e no Senado dos EUA nas eleições de meio de mandato.
  • 25 congressistas enviam carta a Marco Rubio cobrando explicações sobre entrada e permanência de Flávio Bolsonaro nos EUA.
  • Departamento de Estado tem prazo até 13 de novembro de 2026 para responder formalmente às perguntas dos parlamentares.
Resumo Editorial

A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos amplia a capacidade de fiscalização do Legislativo sobre o governo Trump, com foco na permanência dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro no país, embora a decisão sobre vistos e residência permaneça sob responsabilidade do Poder Executivo.

A conquista da maioria na Câmara dos Representantes e no Senado pelo Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos cria um novo cenário político para a família Bolsonaro. Com o controle das duas Casas, parlamentares da oposição ao presidente Donald Trump ganham mais força para fiscalizar ações do governo e investigar a atuação de autoridades norte-americanas em casos que envolvem o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.

Um grupo de 25 congressistas enviou uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio cobrando explicações sobre a entrada e a permanência de Flávio nos Estados Unidos. O Departamento de Estado tem até 13 de novembro de 2026 para responder formalmente às 15 perguntas apresentadas e disponibilizar funcionários para prestar esclarecimentos aos parlamentares.

A professora de direito internacional Elaini Silva explica que o Congresso não tem poder direto para determinar deportações, pois a política migratória é conduzida pelo Poder Executivo por meio de órgãos como o Departamento de Segurança Interna. No entanto, os democratas poderão convocar autoridades, solicitar documentos e abrir investigações sobre possíveis desvios na aplicação da legislação migratória.

Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na semana passada após deixar o Brasil pela Argentina, contrariando determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que entregasse os passaportes. No Brasil, ele é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao advogado Willer Tomaz e ao financiamento do filme "Dark Horse", que retrata a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. O deputado federal cassado foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Antes da eleição, ele defendeu publicamente que o irmão deixasse o Brasil em caso de derrota nas urnas.

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