Em 16 de maio, o Projeto O nças do Iguaçu registrou, pela primeira vez no território brasileiro, a presença da onça Manchita na região de Foz do Iguaçu, no Paraná, consolidando um marco na monitoria transfronteiriça da espécie e evidenciando a interconexão ecológica entre Brasil, Paraguai e Argentina.
Contexto Institucional e Evidências Científicas da Identificação
As imagens divulgadas pelo Projeto O nças do Iguaçu, coordenado pelo ICMBio em parceria com iniciativas argentinas como Aves Argentinas e Proyecto Yaguareté, revelaram a onça Manchita — filha da onça Kunumi — em atividade na área de Foz do Iguaçu, ponto estratégico onde convergem as fronteiras dos três países vizinhos. A identificação decorreu da análise de comportamento observado em imagens registradas sob supervisão de André Rigue, que destacou o uso do reflexo de Flehmen pela animal para captar sinais químicos deixados por outros membros da espécie, permitindo a determinação de sexo e estado reprodutivo.
O registro, efetuado em 16 de maio, representa o primeiro documento brasileiro sobre a presença da onça na região, após Kunumi já ter sido monitorada por projetos argentinos que atuam no território binacional, consolidando assim um padrão de movimentação transnacional que reforça a necessidade de políticas ambientais coordenadas.
Manchita é a primeira onça documentada no Brasil pela iniciativa O nças do Iguaçu, filha de Kunumi, cujas traces químicas revelam seu estado reprodutivo e sexo por meio do reflexo de Flehmen.
Repercussão Técnica e Perspectivas de Monitoria Transfronteiriça
A descoberta evidencia a eficácia do monitoramento colaborativo entre instituições brasileiras e argentinas, ao mesmo tempo em que reforça a relevância do Parque Nacional do Iguaçu como corredor ecológico vital para a conservação da espécie na região tripartite.
Especialistas apontam que o acompanhamento contínuo de Manchita e sua mãe pode subsidiar estudos sobre rotas migratórias de felinos grandes na Mata Atlântica e no Pantanal, contribuindo para o planejamento de corredores verdes e medidas de mitigação de impactos antrópicos.



