Na esteira da ascensão acelerada da tecnologia de óculos inteligentes, com a venda global de 7 milhões de unidades em 2025 pela EssilorLuxottica — parceira da Meta na produção dos dispositivos — o debate sobre privacidade e consentimento se intensifica, sobretudo diante da próxima Conferência Connect da Meta, que promete lançar novos modelos sem câmeras, em Londres, Nova York e Austrália, onde instituições e estabelecimentos comerciais adotam medidas restritivas.
Contexto Institucional e Evolução Tecnológica dos Óculos Inteligentes
A EssilorLuxottica confirmou que 7 milhões de pares de óculos com inteligência artificial foram comercializados em 2025, consolidando a posição da Meta como líder no segmento de wearable com captura de dados visuais e auditivos, conforme reportagem apurada junto à divisão de vendas da empresa óptica.
A tecnologia, que permite gravação discreta por meio de sensores integrados, tem gerado tensões em ambientes onde a privacidade é expectativa normativa, como bares, restaurantes e salas de audiência judicial, com proibições institucionais já implementadas no Reino Unido desde agosto.
Sete milhões de pares de óculos inteligentes com IA foram vendidos em 2025, segundo a EssilorLuxottica.
Repercussão Legal e Desafios Éticos na Adoção Coletiva
Autoridades britânicas mantêm veto ao uso de óculos inteligentes em salas de tribunal desde agosto, medida que reflete preocupação com a vulnerabilidade do direito ao contraditório e à intimidade em instâncias formais, enquanto Londres vê sinalização contra os dispositivos em estações de ônibus e estabelecimentos comerciais adotarem políticas internas.
A Meta anunciou atualização técnica para impedir o bloqueio da luz indicadora durante gravações, mas críticas persistem quanto à eficácia das salvaguardas e à adequação das leis vigentes frente à nova realidade tecnológica.
<'°



