No Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, Dom O rlando Brandes, arcebispo emérito da diocese de Aparecida, proferiu homilia no dia 21 de outubro de 2025 durante a missa dedicada ao Domingo da Soberania, orientando os fiéis a escolherem candidatos nas eleições de 2026 com base na consciência e no bem comum, sem citar nomes ou filiações partidárias, ao mesmo tempo em que reafirmou a necessidade de preservar a soberania nacional e valorizar o cuidado com o meio ambiente como dimensões essenciais da cidadania.
Contexto Histórico e Jurídico da Intervenção Religiosa no Debate Eleitoral
A apuração jornalística constatou que a orientação do arcebispo ocorreu em um contexto de intensificação do debate sobre a independência das instituições diante de pressões externas, com o pronunciamento surgindo em um momento de polarização política e discussões sobre a autonomia institucional do Brasil.
O arcebispo destacou que a escolha eleitoral deve ser guiada por critérios morais e pelo compromisso com o interesse coletivo, reforçando que a soberania nacional não se limita ao território, [sic] mas se estende à preservação dos valores ambientais e à defesa da autonomia diante de influências estrangeiras.
Dom O rlando Brandes afirmou que o Brasil é um 'verdadeiro jardim dado por Deus', cuja preservação depende do cuidado consciente dos eleitores nas próximas eleições.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Políticos
A repercussão da homilia foi imediata nas esferas religiosa e jurídica, com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reiterando que a atuação pastoral não inclui endosso a candidaturas específicas, mas reconheceu o legítimo papel da orientação ética na formação da consciência eleitoral.
Especialistas em direito eleitoral e teologia moral apontam que, embora a Constituição garanta liberdade de expressão religiosa, qualquer manifestação que configure pressão indireta para votação pode ser questionada por órgãos como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já sinalizou atenção a intervenções de autoridades públicas em contextos eleitorais.



