Na madrugada de 17 de setembro, a influenciadora digital Paula Simões Assisi, de 34 anos, foi formalmente apreendida pela Polícia Federal em operação coordenada com autoridades italianas, sob suspeita de integrar rede transnacional de tráfico de cocaína vinculada à 'Ndrangheta, organização criminosa ítalo-mafiosa que movimentou mais de quatro toneladas de entorpecentes entre o Brasil e a Europa nos últimos cinco anos.
Contexto Institucional e O peracional da Investigação
A O peração Eredità, deflagrada em setembro de 2024 em coordenação entre a Polícia Federal e a Procuradoria Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália, resultou na prisão preventiva de sete envolvidos, incluindo a citada influenciadora, após apurações que revelaram a manutenção de estrutura logística e financeira para o envio de cocaína do Porto de Paranaguá à Europa, com estoque estimado em 2,2 toneladas de drogas armazenadas no território brasileiro.
Conforme evidências reunidas pelo Ministério Público Federal, o esquema continuou operacional mesmo após as prisões de membros-chave da 'Ndrangheta em 2019, com participação de parentes próximos e uso de intermediários para ocultar recursos, configurando crimes como tráfico internacional, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Mais de quatro toneladas de cocaína foram apreendidas em 11 operações entre o Brasil e a Europa desde 2019, com esquema que manteve estoque de 2,2 toneladas no país para exportação
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A defesa de Paula Simões Assisi nega categoricamente as acusações, afirmando que nenhuma droga foi apreendida em seu domicílio ou em atos vinculados a ela, enquanto o advogado Patrick Raasch Cardoso requer a revogação da prisão preventiva sob fundamento de inexistência de risco concreto à ordem pública.
As autoridades indicam que os investigados respondem por tráfico internacional de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar duas décadas de reclusão em regime inicial fechado.



