No sétimo mês de uma gravidez de risco com gêmeos, a ex-candidata ao Senado Lívia Noronha, filiada ao Solidariedade e aliada política de Daniel Santos para o governo do Pará, declarou publicamente apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial de 2026, gerando tensão entre sua trajetória histórica de esquerda e as alianças estaduais que construiu com o governador eleito, cuja escolha oficial de apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) contrasta com seu posicionamento nacional.
Contexto Eleitoral e Contradições de Aliança
A apuração revelou que Lívia Noronha, professora e filósofa com histórico no PSOL e no PT, assumiu candidatura ao Senado em 2026 pelo Solidariedade em aliança com o grupo político que sustentava a chapa de Daniel Santos para o governo estadual, configurando uma inversão de filiação partidária que desafia a lógica tradicional da unidade ideológica.
Antecedentes indicam que, apesar da declaração de apoio a Lula em setembro — mesmo diante da manutenção da aliança com Santos, que posteriormente confirmou apoio a Flávio Bolsonaro —, a candidatura ao Senado foi construída sobre um acordo político que reúne projetos nacionais distintos, evidenciando a fragilidade da coerência entre discurso presidencial e práticas eleitorais estaduais.
Lívia Noronha conciliou apoio ao presidente Lula com participação em aliança estadual que declarou suporte ao principal adversário nacional do petista.
Repercussão Política e Desafios de Coerência
A equipe de Lívia teria buscado articular eventos de campanha com Celso Sabino, embora sem confirmação formal das atividades realizadas, enquanto sua condição de gestante de gêmeos de risco impõe limitações físicas à participação presencial em atos políticos, sem que tenha sido comprovado vínculo direto com a ausência em mobilizações públicas.
A contradição entre seu posicionamento nacional e a aliança com um governador que apoia Bolsonaro expõe desafios de legitimidade perante eleitores petistas e aliados regionais, exigindo clareza estratégica para evitar rupturas internas no partido e na base eleitoral.
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