Quarta-feira, 23 de setembro, foi marcada pela efetivação da justiça federal com a localização e prisão dos dois foragidos do sistema prisional do Rio Grande do Norte em Jaboatão dos Guararapes (PE), após fuga ocorrida em 31 de julho, quando onze detentos evadiram o Complexo Penal de Alcaçuz por meio de escavação e arrombamento de uma cela. A ação conjunta, coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime O rganizado (Ficco) das unidades do Rio Grande do Norte e de Pernambuco, resultou também na captura de uma mulher foragida, consolidando um feito operacional que demonstra a eficácia da articulação interinstitucional no combate à impunidade carcerária.
Contexto O peracional e Execução da Ação Integrada
A Polícia Federal, por meio de seus agentes vinculados à Ficco/RN e Ficco/PE, coordenou o cerco que culminou na identificação e apreensão dos dois indivíduos, um homem e uma mulher, ambos originários do sistema prisional do Rio Grande do Norte. A operação, que contou com apoio da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e da Secretaria Nacional de Políticas Penais, teve início após interceptação de informações estratégicas e monitoramento prévio que permitiu localizar o endereço residencial dos foragidos em Jaboatão dos Guararapes.
O s antecedentes indicam que a fuga massiva de 31 de julho ocorreu após a manipulação de uma cela na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, unidade integrante do Complexo Penal de Alcaçuz em Nísia Floresta, onde os presos arrebentaram o vaso sanitário da estrutura para ampliar um buraco previamente escavado. Desde então, os dois foragidos estavam sendo procurados com intensidade por órgãos federais e estaduais, em decorrência ao descumprimento das medidas de segurança e à configuração de crime contra a administração prisional.
O s dois foragidos foram localizados e presos em Jaboatão dos Guararapes (PE), após fuga ocorrida em 31 de julho durante escape massivo do Complexo Penal de Alcaçuz.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A conclusão da operação reflete a consolidação da atuação das Ficcos como instrumento estratégico na busca pela efetividade da justiça carcerária, especialmente em estados que enfrentam desafios estruturais na contenção de fugitivos perigosos. A coordenação entre os diferentes corpos policiais e a participação da Secretaria Nacional de Políticas Penais reforçam o caráter federativo da ação, alinhado às diretrizes nacionais de segurança pública.
Com a recaptura efetiva, os envolvidos foram encaminhados aos órgãos competentes para os procedimentos legais cabíveis, reforçando o princípio da responsabilização imediata diante da violação às normas penitenciais. O caso deve gerar análise sobre os protocolos de segurança nas unidades prisionais e eventuais falhas no monitoramento contínuo dos internos.



