Na segunda-feira, durante almoço promovido na região da Faria Lima, o candidato à Presidência Renan Santos, filiado ao Movimento, reiterou sua proposta de proibir as plataformas de apostas online no Brasil, caso assuma a Presidência, ao mesmo tempo em que detalhou um pacote de reformas econômicas que prevê redução tributária, corte de privilégios fiscais e políticas agressivas para geração de empregos.
Contexto Institucional e Estratégia Política da Proposta
A apuração realizada pela reportagem confirmou que a declaração foi proferida em ambiente restrito a jornalistas durante cerimônia de almoço corporativo na Avenida Insurgentes, zona oeste de São Paulo, onde Renan Santos destacou a necessidade de contenção do gasto público como pré-requisito para a viabilidade das reformas fiscais que incluem desindexação de benefícios e revisão de isenções tributárias.
O candidato reforçou que as apostas online representam 'crédito consignado fácil' que compromete a saúde financeira das famílias, justificando a proposta de proibição total das betes sob argumento de proteção social e sustentabilidade fiscal.
As apostas serão destruídas no meu governo, não vai ter bet.
Repercussão Jurídica e Estratégia Eleitoral
A proposta gerou reação imediata do Ministério Público Federal, que sinalizou possível caracterização como crime contra a ordem econômica e abuso de poder econômico, caso seja implementada sem viabilidade técnica ou respaldo legislativo.
Renan Santos intensificou sua estratégia de distinção perante Lula e Flávio Bolsonaro ao afirmar que é o único candidato a propor reformas estruturais com foco em desvinculações previdenciárias, desindexação progressiva e corte de isenções fiscais concedidas a setores privilegiados.


