No dia 7 de novembro, o ouro registrou queda de 1,11% na Comex, fechando a US$ 4.140,7 por onça-troy, enquanto a prata recuou 2,1% para US$ 60,29, em movimento impulsionado pelo fortalecimento do dólar e pelo aumento dos rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos, com o mercado aguardando com expectativa a divulgação da ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed).
Contexto de Mercado e Movimentação Cambial
A valorização do dólar americano e o avanço dos juros nos títulos do Tesouro norte-americano reduziram a atratividade do ouro como ativo não remunerado, pressionando os preços em ambas as bolsas da NYMEX e na região asiática, onde as reservas chinesas de ouro registraram acréscimo para 77,47 milhões de onças troy finas no fim de setembro.
A análise de Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova, indica que a trajetória do ouro depende da interação entre risco geopolítico, expectativas inflacionárias e rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, com o nível de US$ 4.000 por onça-troy sendo um marco relevante para possível entrada de compras escalonadas.
O ouro encerrou a sessão em US$ 4.140,7 por onça-troy, registrando queda de 1,11% na Comex em 7 de novembro
Repercussão Institucional e Perspectivas Monetárias
Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), alertou que a economia global enfrenta riscos decorrentes de preços de energia sustentados em patamares elevados, endividamento público recorde e volatilidade decorrente do boom de investimentos em inteligência artificial.
Especialistas apontam que a possibilidade de novos aumentos nos juros dos EUA até dezembro, prevista pelo FedWatch do CME Group, mantém o ambiente volátil para os mercados de metais preciosos.
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