Na quinta-feira (17/9), a Polícia Federal deflagrou a O peração Conexão Paralela, que cumpre seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Maricá, visando desmantelar um esquema de descaminho de smartphones que movimentou cerca de R$ 60 milhões ao introduzir clandestinamente dezenas de milhares de aparelhos eletrônicos no Brasil nos últimos cinco anos, com envolvimento de um policial militar e demais integrantes na comercialização irregular dos produtos sem o recolhimento de impostos.
Contexto Institucional e O peracional da Investigação
A operação, coordenada pela Polícia Federal em conjunto com órgãos competentes, resultou da denúncia submetida à plataforma ComunicaPF, que permitiu aos investigadores mapear o fluxo ilícito de dispositivos eletrônicos desde a importação clandestina até a comercialização no mercado nacional, revelando a participação de um policial militar como suposto articulador principal do esquema.
As apurações identificaram que o grupo operava com estrutura organizada, utilizando canais informais de entrada de aparelhos importados sem documentação fiscal adequada, o que configurava descaminho qualificado e associação criminosa, conforme previsto nos artigos 156 e 288 do Código Penal.
O esquema movimentou aproximadamente R$ 60 milhões ao introduzir clandestinamente dezenas de milhares de smartphones no Brasil nos últimos cinco anos
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuro
A PF comunicou que os investigados responderão, conforme sua participação, pelos crimes de descaminho e associação criminosa, com possibilidade de inclusão de demais infrações penais durante as diligências em curso.
Especialistas apontam que o caso pode servir de precedente para o combate à fraude fiscal no comércio eletrônico, especialmente em transações transfronteiriças não declaradas.



