Na noite de segunda-feira (19), por volta das 22h30, o desembargador Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro, determinou o afastamento imediato dos militares envolvidos na abordagem que resultou na morte de Jefferson Dias da Silva, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimadose e ex-vereador, durante patrulhamento na avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, zona Norte da capital.
Investigações Técnicas e Apuração das Circunstâncias
A Polícia Civil assumiu a coordenação das investigações por meio da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), realizando perícia no local da ocorrência na avenida Brasil e apreendendo as armas carregadas pelos agentes envolvidos; as imagens capturadas pelas câmeras corporais dos militares estão sob análise rigorosa para reconstruir a dinâmica da abordagem e identificar eventuais desvios de protocolo.
O caso já mobilizou a Corregedoria Geral da Polícia Militar, que instaurou procedimento formal para apurar a conduta dos policiais do 22º BPM (Maré), unidade responsável pela ação, enquanto o Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Segurança Pública, reiterou seu compromisso com a transparência investigativa e a responsabilização dos envolvidos caso se comprovem irregularidades.
O secretário Jefferson Dias da Silva, conhecido como 'Jeferson da Linave', exercia cargo público há anos e havia sido eleito vereador em 2020, acumulando experiência administrativa e política na região norte fluminense.
Jefferson Dias da Silva, ex-vereador e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Queimadose, morreu durante abordagem policial realizada na noite de segunda-feira (19) na avenida Brasil, zona Norte do Rio de Janeiro.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública, afirmou que acompanhará integralmente as investigações conduzidas pela DHC e pela Corregedoria Geral, adotando todas as medidas cabíveis para esclarecer os fatos e responsabilizar os agentes caso sejam constatadas infrações disciplinares ou criminais.
A decisão do governador em exercício Ricardo Couto gerou reação imediata da categoria policial, com o comando geral da PM manifestando apoio às investigações enquanto ressaltava a necessidade de cautela na apuração dos detalhes operacionais da abordagem.



