Relatos de moradores mostram mudanças no consumo de água e na rotina de sono; médico alerta que pessoas idosas podem ter menos percepção da sede
As altas temperaturas em Belém têm provocado mudanças na rotina de pessoas idosas, que passaram a reforçar a hidratação e adaptar hábitos para lidar com o calor. Entre as alterações estão o aumento do consumo de água, a necessidade de tomar mais banhos e as dificuldades para dormir à noite. Os relatos foram publicados pela Agência Belém na quinta-feira (22).
A preocupação com a saúde nessa faixa etária está relacionada às mudanças naturais do envelhecimento. A redução da percepção da sede pode fazer com que idosos bebam menos água do que o organismo necessita, aumentando o risco de desidratação durante períodos de calor intenso.
Calor interfere no sono e na rotina
A servidora pública aposentada Maria de Lurdes Pereira Furtado, de 72 anos, mantém caminhadas diárias e procura priorizar alimentos como frutas, legumes e verduras. Ela também relata que busca beber água regularmente e reduzir o consumo de sal e gordura.
Já a professora Maria Juliana Nazaré de Souza, de 68 anos, afirma que precisou mudar hábitos relacionados ao descanso. Segundo ela, o calor tem dificultado o sono e aumentado a necessidade de manter a ventilação ligada durante a noite.
A professora também passou a tomar mais banhos e aumentou a ingestão de água, chegando a consumir quase três litros por dia, conforme relatou à Agência Belém.
Médico explica cuidados para evitar desidratação
O clínico-geral Wilson Yoshimitsu Niwa, do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Município de Belém (Iasb), chama atenção para o risco de pessoas idosas reduzirem o consumo de líquidos para evitar idas frequentes ao banheiro.
De acordo com o médico, manter uma rotina de hidratação é importante mesmo quando não há sensação de sede. Ele também recomenda buscar ambientes mais frescos e evitar permanecer por períodos prolongados em locais muito quentes.
A quantidade de água necessária varia de acordo com as condições de saúde de cada pessoa. Por isso, idosos que possuem restrições à ingestão de líquidos devem seguir as orientações dos profissionais responsáveis pelo acompanhamento médico.



