Elza Bahia de Araújo, ialorixá centenária do Ilê Axé O dé O mí Ewá, falecida em Salvador no sábado (17/10) após completar 104 anos, deixou um legado de sete décadas na preservação da matriz africana e na valorização da cultura afro-brasileira, sendo reconhecida em 2022 com a Comenda Maria Quitéria pela Câmara Municipal de Salvador.
Trayetória e Contexto Histórico da Ialorixá
Elza Bahia de Araújo, órfã de mãe desde o nascimento em 11 de setembro de 1922, foi acolhida aos quatro meses de idade no Terreiro do Gantois por Mãe Menininha do Gantois e Mãe Laura, onde iniciou sua trajetória no candomblé em 1950 e ascendeu à condição de matriarca do Ilê Axé O dé O mí Ewá, localizado no Subúrbio Ferroviário da capital baiana.
Ao longo de mais de sete décadas, dedicou-se às práticas ancestrais da matriz africana, e em 2022, ao centenário de suas vidas, recebeu a Comenda Maria Quitéria da Câmara Municipal de Salvador em reconhecimento à contribuição excepcional à religiosidade e à cultura afro-brasileira.
Elza Bahia de Araújo dedicou mais de sete décadas à preservação da tradição candombleira e foi condecorada com a Comenda Maria Quitéria em 2022.
Repercussão Institucional e Declarações O ficiais
O Ministério da Igualdade Racial manifestou pesar oficial pela morte da ialorixá, destacando que 'seu legado está vivo na generosidade de seus ensinamentos, na comunidade que ajudou a fortalecer e na continuidade das tradições do candomblé'.
A casa Ilê Axé O dé O mí Ewá divulgou homenagem nas redes sociais afirmando que 'Ewá a acolha em sua morada sagrada. Asé e reverência à sua memória', consolidando a união entre as instituições tradicionais e os coletivos religiosos em sinal de respeito à memória da líder.



